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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

SOPÃO DO ALEXANDRE

E os Miojos da semana RETRASADA...

21.09.09
Alguma receita pra boicotar nariz oleoso??

22.09.09
Em tempos tão MUDERNUS, me constrange ouvir dizer que alguém foi consolado.

23.09.09
[sem miojo]

24.09.09
Não se preocupe, já aprendi a ser sozinho.

25.09.09
A taxa de humidade do ar aqui em Paulo Afonso tá tão pobre, que a minha mucosa nazal começa a ficar seca. #fimdostempos

26.09.09
Com mania de interrogar usando dois sinais de interrogação.

.:.

Bom... Agora é se melecar saboreando a gororoba daquele cara que fica falando com as paredes, o mineirin Alexandre. Vamô cair pra dentro??


Era um calor de rachar em mais um dia de sertão baiano. Daqueles de ver a fumaça sair do asfalto como se pudesse fritar um ovo na pista. Mas pra ele estava estranho, e ele tinha medo. Afinal, era um viajante de Caxias do Sul e com a epidemia de gripe suína e essa coisa se espalhando rapidamente por tudo quanto é lugar, não poderia ficar sossegado. A milhares de quilômetros de casa, o nariz entupido e um iniciozinho de gripe não eram bons sinais. Além do mais quando uma gripe começava no calor, poderia saber que eram dias e dias de cama.

Ele saiu de casa reparando que todos olhavam pra ele. Pensou que havia bolotas verdes se espalhando pela cara, mas nada que um retrovisor de carro não ajudasse. Realmente tinha uma coisa estranha mas que nem era visível. Seu nariz começava a descascar. “A taxa de umidade do ar aqui em Paulo Afonso tá tão pobre, que a minha mucosa nasal começa a ficar seca.” pensou. Começava a ver que aquela era uma gripe ao contrário e que curiosamente o dava uma vontade fora do comum de comer miojo de caldo de feijão com bacon. Uma espécie ainda desconhecida e completamente non sense que deixava as pessoas com o nariz parecido com o de Michael Jackson após as inúmeras plásticas.

E aquele nariz era uma coisa horrenda. Quando chegou ao hotel e se olhou novamente no espelho, viu o quanto feio estava aquele troço no meio da sua cara. Descascava que nem mineiro quando ia pra Guarapari pela primeira vez. Ficou com medo quando viu que o calor do sertão baiano o faria perder o nariz, tão acostumado com o frio do sul. E ainda o traria a vontade insaciável de comer miojo de caldo de feijão com bacon. A notícia se espalhou rápido pela cidade e logo ele virou a atração do local. “O homem com o nariz do Michael Jackson” diziam as pessoas.

Ele ficara isolado, porém vários curiosos tentavam vê-lo. Mas ninguém queria pegar a tal gripe ao contrário que ele apresentara. Alguns conhecidos que fizera na cidade, com certa pena tentaram se aproximar – devidamente equipados com máscaras e afins. “Não se preocupe, já aprendi a ser sozinho” disse. Além do mais o orgulho não o deixava que alguém sentisse pena dele.

Foi chamado um padre para ver o caso. Ele adentrou o quarto do hotel e quando se deparou com aquela mutação estranha, pediu mais uma equipe de freis e não recusou a ajuda até mesmo de outros religiosos. O perguntaram sobre tudo, desde que time torcia até sobre como fora sua primeira vez. “Vocês aqui tem essa mania de interrogar usando dois sinais de interrogação??"
Enquanto nariz descascava mais e a vontade de comer miojo de caldo de feijão com bacon aumentava, aquilo ia enchendo o saco do pobre homem. A notícia começava a se espalhar pela cidade toda e começavam a dizer que ele não passaria daquela noite. Notando que não teria sossego, o homem viu que aquilo podia ser bom e começou a fazer exigências.

Eu tenho dois pedidos, disse ele.
Terá o que quiser, disse em tom complacente o padre.
O homem não gostou da cara do padre e resmungou: “Em tempos tão MUDERNUS, me constrange ouvir dizer que alguém foi consolado”. Mas continuou.
“O primeiro” - disse ele – “é voltar pra Caxias do Sul”
Sim, providenciaremos.
“O segundo, Um miojo de caldo de feijão com bacon”.

Todos saíram em disparada ao mercado, em busca das prateleiras de miojo. Encontraram de tudo quanto foi sabor, menos o de caldo de feijão com bacon.
Duas horas depois, enquanto o homem curtia o "poder" que o nariz do Michael Jackson lhe dava, o padre e alguns destinados, adentraram o quarto.
"E aí? E meus últimos desejos? perguntou.
Todos se entre-olharam com aquelas caras de "quem fala primeiro?"
"E aí? E meus últimos desejos?? - perguntou agora interrogando com dois pontos de interrogação
"Bom..." disse o padre. "Nós conseguimos que você volte até Curitiba."
"Hum, já é alguma coisa"
"Mas.. sem miojo"
"Sem miojo?? Naaaaaaaaaaaaaaoooo!!!"

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

SOPÃO DIRETO DO TERRÍTORIO NÓBREGA!

Cá estão os Miojos...

24.08.09
Irei na biblioteca mais tarde e tentarei pegar algo interessante pra ler.

25.08.09
Me adaptando ao mouse pad com apoio pra punho em gel.

26.08.09
Já perdi a conta dos livros que peguei emprestado e parei sem ao menos ter chegado na metade.

27.08.09
Insatisfeito com as minhas publicações.

28.08.09
[sem miojo]

29.08.09
[sem miojo]

.:.

O Sr. Nóbrega não deixou os Miojos em pedaços dentro do seu Sopão, mas soube incorporá-los perfeitamentamente, captando a essência da iguaria. Tá de lamber os beiços. Provem:


Em determinados momentos da vida – que me parecem cada vez maiores esses momentos em relação aos outros – nossa vontade é de “esvaziar a cabeça”, de não pensar em nada, de olhar uma parede branca e simplesmente ver somente uma parede branca, e não um alarme que diz: você esqueceu de pagar a conta do telefone!

Paredes brancas são terríveis para quem tem muita informação na cabeça, pois parecem pedir, suplicar a você que às preencham com informações abstratas, forçando a você um olhar de paisagem – que pela perspectiva da parede chamaríamos de dominação que ela faz sobre nossa pessoa. Não passamos de presas dessas paredes brancas – assim como Cortazar diz que somos dos relógios de pulso.

Um sinal de sua extrema vontade de esvaziar a cabeça é quando as informações param de ser processadas na nossa cabeça. Quando os livros não passam da página que diz “Introdução”, quando ir até a biblioteca se torna uma São Silvestre após um prato de macarrão. Enfim, esqueça de pedir emprestado livros que você sabe que não vai ler. Sim, você sabe que a cabeça pedi que você aperte a saída de emergência das idéias. Ela quer ser esvaziada de forma urgente, pois do contrário você corre o risco da HD queimar, daí como diria Nei Lisboa: “a vaca foi para o brejo e atolou”.

Você vai perceber que o ato de não conseguir ler é proporcional ao ato de não conseguir escrever, sentindo-se insatisfeito com qualquer frase que possua mais de 3 palavras. O branco! Sim, você percebe que mais um BRANCO entrou na sua vida anunciando que a cabeça precisa ser esvaziada: o BRANCO da tela do Word. Um bicho ameaçador que joga na sua cara que você esgotou sua criatividade, que você não é o cara, que você não é tão bom como pensava. O branco mais uma vez nos torna reféns de seu mundo. Você pode até inventar desculpas, dizendo que passa por novas adequações em seu computador, mas no fundo você sabe que o problema é outro, não sabe?

Mais uma prova de o quanto o branco pode ser maligno? Numa prova você olha a pergunta e imediatamente diz: DEU BRANCO!

Essa vida frenética nos impede de esvaziar a cabeça, e assim nos cobramos o por que não estamos produzindo, pensando, criando... É preciso romper com isso, e preciso apertar o control-alt-del e jogar coisas fora, deixar a memória limpa e esvaziada, para num ciclo vicioso voltar a ocupá-la. Enquanto isso não acontece, apenas fuja do temível BRANCO.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

SOPÃO DO "DETESTO"

Os Miojos...

17.08.09
Um ano de blog. Parabéns Ponto de Continuação!

18.08.09
Se existe uma coisa nesse mundo que eu odeio é cortar cabelo.

19.08.09
Preciso urgentemente de um mouse pad com apoio ou vou acabar com o meu punho esfolado!

20.08.09
Acredita que tinha um coleguinha do meu irmão aqui em casa chamado RISOMAR?

21.08.09
Quer um remédio natural pra animar? Come melão debaixo do sol no quintal!

22.08.09
Sangue de RT tem poder!

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Coube a equipe do divertidíssimo blog Detesto Estudar, preparar o Sopão desta segunda. Eles usaram todos os ingrediente, então aproveite:

Meu Meio-Dia

9:00 am Algum animal com certeza estava agonizando de dor, até a morte.
9:03 am Muito provavelmente, pelo som que emetia, deveria estar sofrendo muito.
9:05 am Levantei-me e fui em direção ao animal a beira da morte, qualquer um teria vontade de cortar os pulsos ou sentiria a pele derretendo ao ouvir aquele som. Ao chegar, deparei-me com uma cena inusitada, não era um animal (quer dizer...) agonizando, mas sim, meu irmão a cantar. E tinha mais alguém com o ser que emetia o som estranho da boca. Acredita que tinha um colega do meu irmão aqui em casa chamado RISOMAR?
9:10 am O menino estava abatido, por motivos óbvios, pensei em sugerir que meu irmão parace de cantar, ou talvez perguntar para o tristonho RIZOMAR: Quer um remédio natural para animar? Come melão debaixo do Sol no quintal! Mas fiquei com medo de ele achar que era sério e realmente fazer, não seria a primeira vez.
10:00 am Pensei em ir conversar com eles, e lá fui, com muito medo confesso.
10:01 am Percebi que o tristonho RISOMAR tinha um rombo na parte da frente do cabelo, contou-me ele que seu irmão tinha cortado quando ele estava dormindo e quando acordou o estranho já havia sido feito, mas a tarde iria no cabelereiro ajeitar. Como a criança tinha as sobrançelhas grossas, sugeri que ele levantasse-as e tentasse igualar com o cabelo, ficaria como uma franja e ainda disse que se existe uma coisa nesse mundo que eu odeio é cortar o cabelo, surpreendentemente, o tristonho RISOMAR, pareceu-me mais animado.
10:30 am Fui na internet olhar as costas o banco (mentira!)
A conta do banco (mentira!)
Tá! A conta do twitter
11:00 am Coisas que preciso colocar no computador:
11:01 am Preciso urgentemente de um mouse pad com apoio ou vou acabar com meu punho esfolado
11:30 am hum...Preciso antes comprar um mouse pad
11:40 am Colocar a foto do OBAMA num albúm
11:41 am OBAMA, OBAMA, OBAMA, OBAMA
1200 pm No twitter não havia ninguém conhecido, mas acabei descobrindo que o ponto de continuação fazia uma no no ar. Um ano de blog. Parabéns Ponto de continuação. Sempre vale divulgar no twitter, afinal, sangue de RT tem poder!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

SOPÃO DA NAT #02

Os Miojos...

10. 08. 09
17 de agosto, 1 ano do "Ponto"

11. 08. 09
Caçando as palavras pra tentar vou a escrever no blog.

12.08.09
Deixando desktop novo nos trinks!

13.08.09
[sem miojo]

14.08.09
Pensando em fechar essa budega!

15.08.09
Com uma vontade de criar personagens femininos.

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E pra essa retomada do Sopão, nada melhor que a Natália Coelho, que foi a primeira a nos deliciar com o seu texto aqui nessa seção. Aproveite e dê o seu toque final:


Um homem de negócios

Seu Bené já havia sido dono de um bar, uma padaria e um trailer de hambúrguer. Todos foram investimentos falidos. O negócio não engrenou, não foi pra frente. O primeiro, por que logo após sua inauguração, abriram um mega barzinho dançante para jovens ao lado. Seus clientes nada fiéis migraram correndo para lá. O segundo, porque um dos padeiros, num porre em hora errada, não cuidou da higiene e assou uma barata, aumentando o cardápio do pequeno estabelecimento. Pena que sua idéia genial não deu certo. Fecharam a padaria e o nome de Bené ficou tão sujo quanto a baratinha assada. E o terceiro não deu certo, pois a sombra daquele inseto ainda pairava sobre a imagem de Bené. "É nisso que dá morar em cidade pequena, todo mundo sabe dos acontecimentos e eles ficam eternos na memória de todos, diacho." Assim ele pensava, em seus momentos de fúria.

Foi então que em Agosto de 2008, Seu Bené resolveu abrir uma mercearia. Pensou que a memória da barata não afetaria este novo empreendimento, pois tudo estaria enlatado, engarrafado e lacrado, antes mesmo de chegarem ao seu estabelecimento. Juntou suas economias e abriu sua lojinha, o nome não seria muito criativo, logo escreveu na placa: MERCEARIA DO SEU BENÉ.

Começou bem, era a novidade do momento e todos logo começaram a fazer compras ali, muitos até mesmo só para verificarem se ele tinha aprendido a cuidar da limpeza. E tinha. Antes de tudo, Bené logo ensinou seus funcionários a zelarem primeiramente pela limpeza do ambiente. Estava tudo limpo e impecável, as vendas aumentando e ele lucrando. Finalmente ele tinha acertado um investimento, ah como ele estava feliz.

No mês de Fevereiro de 2009, quando já havia ampliado sua lojinha, Bené recebe a pior notícia desde que começara a prosperar. A cidade iria receber um supermercado de uma grande rede, daqueles que chegam e tomam conta do lugar. Ele sabia que não conseguiria concorrer. Diminuiu o estoque, abaixou os preços, e demitiu seus funcionários, era o começo da sua próxima falência. Até então estava dando pra viver, alguns clientes fiéis e da redondeza ainda compravam na pequena mercearia. Já era mês de agosto e Bené pensou, "17 de agosto, 1 ano do ponto", não podia imaginar que iria estar assim, quebrado.

O movimento foi caindo, caindo...Bené não podia superar as grandes ofertas daquele maldito supermercado, e além do mais, as pessoas achavam muito mais chique irem lá e ficarem empurrando carrinhos e enfrentando filas, só pra passarem os produtos na esteira rolante. Bando de deslumbrados idiotas! Seu Bené não podia mais sustentar aquilo, tinha que assumir sua falência, não dava certo com negócios, iria virar empregado, não nasceu pra ser patrão. Um dia, ele disse à sua esposa:

-Amor, tô pensando em fechar essa budega!

Esta era sua decisão final. Até que um dia, depois de muito tempo sem nenhum freguês, um rapaz entra na mercearia e pergunta:

- Moço, tem macarrão instantâneo? Aconteceu um acidente lá no supermercado e parece que o estoque pegou fogo, queimou tudo.
- Poxa, vou ficar te devendo, estou sem miojo.

E agora, Bené?

sábado, 25 de julho de 2009

PROMOÇÃO DO DIA: MIOJO

Acredita que só hoje me dei conta que durante essa semana não ofereci pra ninguém os Miojos para o Sopão? É... Acho que essa segunda vamos ficar sem; na verdade já ando sem querer brincar há um tempinho, ainda mais agora que certas pessoinhas andam me desanimando... Enfim, quem quiser se arriscar, aí embaixo estão os ingredientes!

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13.07.09
[sem miojo]

14.07.09
O Orkut já tá tão demodê.

15.07.09
Vou acabar endoidando escutando o novo single da Pitty, "Me Adora", toda santa hora.

16.07.09
Ouvir Mallu Magalhãe no silêncio da madrugada inspira.

17.07.09
Preguiça: fiz o cabelo, fiquei devendo a barba - e tenho? [risos]

18.07.09
Sai daqui, rapá! Vai ler um livro!

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Foto: by Eu mesmo

segunda-feira, 20 de julho de 2009

SOPÃO DA P.

#update

Texto retirado a pedido da autora. Reclamem com ela: Paloma Sousa

segunda-feira, 13 de julho de 2009

SOPÃO DA SUZANA

Eu apresentei os Miojos a ela...


29.06.09
Hoje é dia de pintar o quarto! Cê pinta como eu pinto??

30.06.09
Só pode ser... Só posso ser transparente à sua vista!

01.07.09
Andei pacas até achar o mais barato. Enfim meu black Jeans!

02.07.09
Um beijo pra Xuxa, pra Sacha, um salve ai pra família NX...

03.07.09
É só tomar "Doril" que a dor sumiu?

04.07.09
O povo não é favelado, a parada que é undergroud, tá ligado?

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Quando mal terminava de explicar pra Suzana do BlogIstabanada, a dinâmica do Sopão, lá vem ela o texto pronto. Bateu o record, que até então era da Daise, do Sopão anterior. Mas rapidez não quer dizer que... Vejam:

O povo não é favelado, a parada que é undergroud, tá ligado?
Então, é isso aí ta ligado?!
Os mano acha que é fácil viver na favela.
Fácil é o caralho.
Quero ver “os burguês" chegar aqui com seus tênis adidas, seu relógio rolex, e dar uma de brother, “ta ligado?”
Pensa que é assim... Porra nenhuma.
“Os mano” chegam aqui pra compra a tóxica, se “drogari” e acha que é “facio” viver aqui na favela...
“Né facio” não.
Aqui o buraco é mais embaixo, ta ligado mano?!
Aqui na favela é deferente.
“Nóis” é pobre mais é limpinho. E “onesto”. Aqui ninguém mexe em bagulho de ninguém não, “nois” é honesto pow.

.:.

E para minha alegria e a de muitos aqui, o Sopão da semana que vem é da minha amiga Paloma. E a barraca vai armar na próxima segunda, viu? [risos]

segunda-feira, 6 de julho de 2009

SOPÃO DA DAISE

Os Miojos...

24.06.09
[sem miojo]

23.06.09
Nem sei nem o que pensar

Porquê tu não dá pinta lá no Ao Vivo do programa Pânico?

24.05.09
E lá fui eu na madrugada todo empolgado de óculos pra debaixo do chuveiro.

25.06.09
Queria tanto viajar... Alguém pode me levar na mala?

26.06.09
Quero ir num show da Ivete Sangalo! Bora?

27.06.09
Podiam inventar um limpa para-brisas, só que pra óculos, né? Faz uma falta na chuva.


.:.

No mesmo instante que lhe fiz o convite, enquanto conversávamos pelo MSN, ela desenvolvia o seu texto. Ela pediu a permissão pra usar todos os Miojos e eu... Bem, aproveitem. O Sopão desta segunda-feira fica por conta da colega Daise, do blog D'lírios - fantástico o poder de criação dessa moça:


A história foi mais ou menos assim, ou não foi e eu aumentei um pouco. Coisa de baiana, e até de paulista... Ou dos seres humanos? Mas enfim, eu estava em plena madrugada com fome e sem sono. Queria escrever no blog, mas nem sei nem o que pensar muito menos escrever. Combinação perfeita para assistir a mais um dos xaropes que passam na televisão numa hora dessas. Mas, o mundo moderno tem suas vantagens. Pizzarias que ficam abertas até altas horas. [mesmo nome do programa que assisto pra variar]. E, ainda mais louváveis são as motos que trazem elas em casa quentinhas. Ah, amo pizzas. Ligo para o infeliz do serviço do “disk-pizza”. A feliz da atendente estava conversando com uma amiguinha. Pronto, mais motivos para eu estar com raiva. A conversinha estava bem assim: “Queria tanto viajar... Alguém pode me levar na mala? Estou sem grana, gente”. E eu esperando a bendita me atender. Quando ela deu por si, foi no mínimo agradável: “Boa madrugada senhora, o que deseja? Desculpe a demora é que são muitas entregas e muitos pedidos”. Ok, ok, respondi eu, com aquela raivinha básica, mas ainda estava tudo bem. Pedi duas pizzas médias. Eu estava mesmo com fome. Uma de quatro queijos e outra de calabresa. Certo. Endereço, telefone, 45 minutos no máximo de espera, eu ia sobreviver. Feliz com os pedidos e lá fui eu na madrugada toda empolgada de óculos pra debaixo do chuveiro. Só percebi quando limpei os olhos, ou melhor, os óculos. Podem rir. Mas eu ainda tenho a desculpa que era madrugada. Podiam inventar um limpa pára-brisas, só que pra óculos, né? Faz uma falta na chuva...

Quando estava completamente ensaboada, e sem óculos. O iluminado do telefone toca. A pizzaria. “Não temos pizza de calabresa, senhora. Alguma outra opção?”. Se eu quisesse outra eu tinha pedido, não é? Mas não disse isso a ela. Ela falou todos os sabores. Depois falou com cinismo: “Posso esperar o tempo que for preciso para a senhora escolher, quando decidir me avise”. E, acreditem se quiser, foi conversar com a amiguinha que devia estar do lado atendendo outro idiota que estava esperando como eu. A conversa era mais ou menos assim: “Quero ir num show da Ivete Sangalo! Bora?”. A outra. “Claro, mas só se estivéssemos na Bahia, né queridinha?!”. E caíram no riso. E eu caí em mais raiva ainda. Deixe, eu retiro os pedidos, respondi com raiva já. Devia ter algo no armário, um miojo pelo menos. A casa já estava quase molhada e a infeliz tentando me mandar a pizza de queijo e eu não aceitei e desliguei. Enfim, acabei meu banho, fui toda feliz para a cozinha e descobrir que estava sem miojo. Incrível. Depois dessa só escrevendo no blog mesmo. Lembrete: comprem mais miojo do que realmente precisa, ninguém sabe se você vai acordar sem sono e com fome de madrugada e ainda mais no final do mês com TPM. Só rindo.

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ATENÇÃO: Quem quiser participar do Sopão na próxima semana, dá um alô ai nos comentários que entro em contato.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

SOPÃO DO JORGE LEBERG

Os Miojos...


15/06/09
Beijo e... Me segue no Twitter!

16/06/09
Tô mais pra rir do que pra chorar.

17/06/09
O blog vai aparecer na MTV, nem que seja no Descarga!

18/06/09
O Fantástico tá virando é Video Show.

19/06/09
Cansei de gente querendo ser engraçada ou dar uma de "cool" no Twitter

20/06/09
Será que só eu fico com vontade de chorar vendo apresentação junina do pré-escolar?


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Com uma pitada de exentricidade, é claro, lá vem o colega Jorge Leberg nos oferecer o Sopão desta semana. Degustem:


Página do twitteiro_pseudodepressivo

uma notícia p/ alegrar o meu dia mórbido /Tds os municípios terão bibliotecas até.../ o ser humano necessita de utopias.

@sofia_lupin me sinto idem *risada sutil*

eu deveria me suicidar [2] estou m metamorfoseando num ultrarromântico? *ou já sou um?* rsrs

"Não se preocupe em entender. Viver ultrapassa todo entendimento." Clarice Lispector Mas pq insisto em kerer entender?

hj é realmente um dos meus dias de dramaking. fato.

nv post no meu blog /Amarguras, atrocidades e antítese/: http://migre.me/3xBD

@ally3 ok! bjs diz p/ ele me seguir aki no Twi.

eu deveria me suicidar #dramaking

sinto-me como uma folha descartada da árvore no outono #pseudopoesia #deslocado

@jccool não, ele ainda ñ me segue... e pq deveria?

@jccool qual o sentido do pum?! rsrs ele falou isso? altos questionamentos filosóficos hauhauhaus

compulsão alimentar @leo_noronha acho q não.

famosos nunca nos seguem. fato. idiotas insistem.

necessito da solidão. paradoxo: sou um insensível irretocável

essa lenga-lenga de "beijo e... me segue no Twitter" me exaspera. seguir o qualquer, o óbvio, o vulgar? #dramaking

@bettyh agir por impulso... a "morte" causada pela aflição gerada pela negação... *ão, rima pobre* entendo.

serei eu um homem do subsolo? antidogmático e antirracionalista? @bettyh pq vc s sente assim?

lendo "Memórias do Subsolo", do Dostô. OMG, ele me define em alguns pontos :O Dostoiévski = psicologia

oi, bom dia a tds. qr dizer... não tão bom dia assim. incomunicabilidade? Será vencida.

revi "O Silêncio dos Inocentes". Perturbador, mas um quê de catártico. xau e té amanhã.

_more_

segunda-feira, 22 de junho de 2009

SOPÃO DO ARISTÓTELES

As opções de Miojos da semana retrasada foram as seguintes:


08/06/09
Pronto, já estou livre: cortei o cabelo - odeio!

09/06/09
Ainda me decido sobre qual layout deixar.

10/06/09
Caminha nas indías

11/06/09
Que tanto spam é esse na minha caixa de entrada?

12/06/09
Tirando o tecnobrega que rola lá fora... Tá tudo ótimo!

13/06/09
Será que eu fico em pé? Só comi porcaria hoje.

.:.

E hoje o Sopão ficou por conta do colega aqui da cidade, o Aristóteles Santana do blog Alma Rubra. Aproveitem:

Certas Dores


Que tanto spam é esse na minha caixa de entrada? Não tem importância. Não há nenhum e-mail dela. Talvez eu não volte a receber nenhum. Não têm sido dias bons estes que agora correm. Não tenho visto ela nos últimos tempos, mas isto de problema transformou-se em solução. Assim é mais fácil esquecer. Um dos problemas com a infantilidade é que não podemos cometê-la quando adultos. Quando um adulto a faz ele não a entende, este é um privilégio das crianças. Acho que a assustei. Assustar pessoas é uma das minhas diversões preferidas, mas não neste caso. Não foi divertido nem para mim e nem para ela.

Eu gosto de amores eternos, eles costumam demorar a acabar. Os meus, por exemplo, duram alguns meses. É tempo suficiente para se conhecer e desconhecer alguém. Neste caso, inclusive, acho que não tive muito tempo. O tempo, aliás, talvez se torne meu amigo. Ele vai passando em sua mortífera lentidão e vai me ajudar a esquecê-la. Demora um pouco. Como vêm não estou bem. A culpa é minha. Às vezes passo a impressão de que entendo demais o mundo, mas não entendo de quase nada.

Eu gosto de precipícios, eles são ótimos lugares para pensar. Não se preocupem, minha taxa de otimismo está em 68 pontos percentuais. É um bom número em dias de verão. Do que mais tenho saudades é do sorriso dela. Daqui do inferno não dá para ver. Talvez seja melhor assim, pois sou um escravo de belos sorrisos. Seria mais fácil se eu a desprezasse. Mas eu só tenho desprezo por pessoas desprezíveis. Não posso culpá-la. Sou daqueles que acham que certas dores doem mais em mim, mas é tudo ilusão. As dores são iguais para todo mundo. Ao contrário da felicidade que é uma elitista suja, a dor atinge um número mais amplo de pessoas. É mais democrática.

Eu odeio todas as ilusões, mas adoro dar uma chance a algumas delas. É o meu equívoco favorito. Não estranhem, eu sempre acho que um homem tem que gostar de alguns dos seus defeitos. Mesmo que tenha que pagar caro por isso. Agora tenho de seguir o caminho de volta. No trajeto encontrarei vários corpos mortos no chão. São variações do meu eu que ficaram na estrada. Eles desaparecerão. O que sobrou de mim vai continuar.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

SOPÃO DA DANY RAMOS

Vamos saber qual foi o ingrediente utilizado pela Dany Ramos no Sopão de hoje? Apresento-lhes então, os Miojos...

01/05/09
Tem gente que não conhece o MySpace nem o Twitter - dá uma raiva!

02/06/09
Avião desaparecido: sensacionalismo na certa!

03/06/09
O Twitter ta começando a me contaminar.

04/06/09
(Sem Miojo)

05/06/09
Se os créditos do meu celular durarem por uma semana será ótimo.

06/06/09
Pra começar bem o dia, só ouvindo "Boom Boom Pow" do BEP.

.:.

E agora... Bom apetite:


Simplesmente Acordar

Zum...zum...zum... O celular, em cima do criado-mudo, toca pontualmente as sete horas da manhã. Meus olhos estão pesados e relutantes em abrir, mesmo assim, procuro o aparelhinho em cima do móvel. Depois de achá-lo, programo para tocar em cinco minutos, puxo meu travesseiro e volto ao sono de baixo das cobertas quentinhas.

Zum...zum...zum... Foi inevitável, os cinco minutos se foram e a hora de acordar chegou, como a cidade lá fora que já despertara há tempos.

É difícil acordar, principalmente numa segunda-feira, início de semana longa e agitada. Mas, sabe, não estou mais cansada, é a preguiça que ainda permanece em meu corpo.

A cama, cheia de cobertores, denuncia que os dias frios de inverno já chegaram. E o quentinho junto com o conforto impedem que a tal preguiça vá embora e não me deixa levantar para meu banho matinal.

Paro um pouco de pensar no tal banho que vou tomar e observo meu quarto, está tudo tão diferente de anos atrás. Não há mais bonecas e ursinhos, almofadas coloridas e as paredes não são mais rosas. Agora a porta permanece fechada durante a noite, pois não tenho mais medo do escuro, há roupas amontoadas na cadeira da escrivaninha e o notebook está ligado, esqueci de desligá-lo novamente.

Tiro lentamente os cobertores sobre mim, começo a me levantar, afinal já se passaram vários minutos desde que meu celular tocou pela primeira vez e não posso me atrasar para o trabalho. Caminho em direção a porta do banheiro do quarto. Ligo o rádio, não me lembro em qual estação está, só sei que toca o novo balanço do Black Eyed Peas.

Já no banheiro lavo o rosto e ligo o chuveiro na água quente. Vida cruel, depois da agonia em deixar o quentinho da cama, luto para desligar o chuveiro e me vestir. Abro o armário e começo a procura pela roupa certa, uma calça jeans, uma blusa branca e uma cacharrel, assim está ótimo.

A música ainda toca, que bom, afinal para começar bem o dia, só ouvindo “Boom Boom Pow” do BEP. Ótima batida que leva a preguiça embora.

Sinto um cheiro bom no ar, vindo da cozinha, alguém está preparando algo para o café da manhã. Acho que é hora de ir … mais um dia agitado iniciando...

segunda-feira, 8 de junho de 2009

SOPÃO DO FRANGO

Apresento-lhes os Miojos da semana retrasada:

25/05/09
Nem sei o que tô pensando agora.

26/05/09
Nunca mais assisti um filme.

27/05/09
Passei o dia ontem interamente esperando por hoje.

28/05/09
Enfim internet em my sweet home.

29/05/09
Chegou a época em que me torno dependente do anticaspa.

30/05/05
Vou almoçar, tomar banho e assistir jornal hoje. Volto já!

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O Sopão de hoje conta com a irreverente presença do colega Frango. Vamos ver se ele vai usar caldo de galinha ou não. Suponho que seja difícil, só se for daquela galinha gorda e cheia de celulite que ele tanto odeia! Deguste e chupe o dedos no final:

Uma Paixão Narrativa

Eu tinha o grande sonho de ser escritor. Desde pequeno me disseram para começar a exercitar, escrever diários, relatos de viagens... essas coisas bobinhas. Foi o que fiz. E comecei a tomar gosto pela coisa. Tomei um gosto ainda maior pelas narrativas. Ah, o fantástico mundo das histórias, repletas de personagens como só elas sabem construir, com uma trama envolvente e um final geralmente surpreendente.

Era o que eu mais gostava de escrever. E, na minha época, não houve ninguém melhor que eu. Escrevi best-sellers renomados no mundo inteiro. Fui o autor que permaneceu mais tempo no topo da lista dos mais vendidos. Quatro dos meus livros foram transformados em filmes que chegaram a concorrer ao Oscar de melhor longa e de melhor roteiro.

Vivia uma vida bem tranqüila. Escrevia por amor, pela simples paixão por aquelas palavras que surgiam suavemente, mesmo sem serem chamadas. Eu tinha quase um ano para produzir um novo material. E me divertia com isso durante os 365 dias.

Foi no meio de um trabalho que uma coisa me chegou de repente. Ela veio, tímida, como quem não quer nada. Veio entrando na minha vida aos pouquinhos e eu fui gostando. Sentia prazer toda vez que ela vinha,
devagarzinho, e começava a deslizar suavemente pelos meus dedos.

Meus momentos com ela eram curtos, mas altamente reconfortantes. Não havia a necessidade de firmar um compromisso como com as longas narrativas. Ela me permitia falar de tudo, das coisas que estavam acontecendo no mundo, das banalidades. Deixava-me exibir meu humor ácido, meu sarcasmo sempre que possível. Ela vinha, deixava sua dádiva e ia embora. Simples assim. Fui, cada vez mais, me apaixonando por ela.

Nem sei o que tô pensando agora. Trai. Mas gostei muito. Foi duro quando tive que contar para a minha amada narrativa que queria dar um tempo. Ela não reagiu muito bem, tínhamos uma história ainda inacabada (que hoje reside nas pastas mais escondidas do meu notebook).

Agora só escrevo crônicas. E, cá entre nós, estou me divertindo muito mais...

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segunda-feira, 1 de junho de 2009

SOPÃO DO DANILO CORCI

E como já é de praxe... Os miojos da semana retrasada, foram:

18/05/09
Mandar e-mail de corrente isso ela se lembra.

19/05/09
Com fome!

20/05/09
Preciso de menos planejamento e mais aproveitamento.

21/05/09
Coisa mais sem graça andar de guarda-chuva na chuva.

22/05/09
Memória SDRAM PC 133: Aceitando doações!

23/05/09
No almoço miojo com ovo e frango frito.

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Fregueses, o Danilo Corci, da editora MOJO Books, preparou um Sopão requintado. Por favor, quem estiver com fome acalme-se, comporte-se e deguste a iguaria na "fineza", com direito a dedinho mindinho esticado e tudo. Mas chega de papo e vamos saber qual o ingrediente utilizado:


Jogos de crianças

A rua de paralelepípedo ecoava o chapinhar do jovem. Aperta, quase em penumbra de um início de manhã, o silêncio ensurdecedor dava um ponto de interrogação à mente dele. Nem pássaros cantavam. Entre as paredes que delimitava o caminho, flores morriam em profusão. As que estavam na sombra e as poucas que pegavam pequenos raios de sol que ameaçava furar o bloqueio das nuvens matinais.

Entre o deslizar molhado, chegou a Plaza em ruínas. Pequenas crianças sentadas de olhos fechados faziam roda à mesa e duas cadeiras no centro do espaço, em cima de algo que lembrava vagamente um sacro altar. O jovem não teve dúvidas que uma das silhas era para ele. O silêncio parecia gritar mais alto, quebrado apenas por pequenas risadinhas pinçadas daquelas crianças aleatoriamente. Tranquilamente, aproximou-se para sentar. Sacando de seu bolso, um cigarro apareceu, com um clique acendido. A agitação das crianças aumentou. Gritinhos, miniberros.

- Me dá!

O jovem sem se abalar fez uma chuva de cigarros sobre os infantes, que se debatiam para pegar os enrolados. Profusão de fumaça.
A mulher se aproxima, nua, sem fazer barulho. Na mão esquerda usa um anel com um gancho engastado. Não era novidade, este era um método bem prático dela agir. Um show único, diria.

- Bom dia.
- Bom dia, moça.
- Então você resolveu vir para a partida?
- Claro. Adoro jogos, você bem sabe disso.
- É, eu sei. Eu vi no espelho.
- Ah, você e suas perseguições baratas de charneiras.
- Nunca persigo ninguém, você bem sabe. Eles é que aparecem para mim.
- Claro, claro.
- Tenho lá culpa de ser uma Perpétua?
- Culpa? Nunca. Mas, teoricamente, já te eliminaram da brincadeira antes.
- Eliminar é impossível. Transfiguro-me, me transformo, sou muitas, mas sempre a mesma. Isso aqui é apenas uma representação, o que você pode suportar, mas não é minha face de verdade. Vê-la seria impossível, até mesmo para mim e meus irmãos. Um deles tentou, ah, coitado, catastrófico, e sumiu.
- Isso, definitivamente, não me interessa.
- Eu sei, mas veja de todo modo.

Espelhos flutuantes desciam e subiam em confusões de tempo e espaço. Rostos disformes, belos, feios, sujos, limpos, chorosos, risonhos. Cínicos e humildes. Tudo ali para a contemplação platônica da mulher. Sem dúvida, o campo, o jardim de brincadeiras de amor da senhorita Desespero.

- Engenho barato para agarrar corações. Não sou dos Não-Perdoados.
- Ah, sempre funciona. Meu cinza é eterno, rompante de sincronicidade estonteante. E de espelhos também.
- Pode ser. Mas vim aqui para jogar.
- E o quê?
- Eu tenho uma sugestão.
- Fale
- Jogo de criança. Sorte, sincronicidade, coincidência, comosgonia, cosmologia, astrologia, qualquer coisa. Não e não. Não confio em você. Já vi diabo virando borboleta, mas em você, não confio mesmo.
- E qual seria o jogo?
- Tente me derrotar ao me encarar.

O quê? Um jogo de sério com Desespero? (adendo de narrador que deseja interferir só um pouquinho porque aprendeu muito cedo que Grant não é só uma marca de uísque).

E durante um dia inteiro, uma noite e um início de nova manhã, o sonho de um marxista português ganhou coro forte com outra irmã entrando em descanso. Ao redor do mundo, já não havia mais vesânia. Suicidas, cercados, explosivos. Todos respiravam novamente. Até o homem-inseto levantou-se em homem novamente e desistiu da burocracia.

Lá, na Plaza, o olho vermelho do jovem deixava escorrer somente uma lágrima. Não podia piscar, claro, seria a derrota. E, aqui, não haveria melhor de três. Haviam proseado a noite toda, agora não restava muito mais o que falar. Preocupavam-se apenas em ganhar.

- Bom, acho que é hora de acabar com isso.
- Justo. Foi meu irmão que colocou na sua cabeça que você poderia me vencer?
- Não. Converso com ele sobre outras coisas, mas isto não.
- Está desistindo então?
- Não. Mas vou vencer.
- Nos sonhos, talvez.
- Não. Vou vencer. Sabe por quê?
- Por quê?
- Porque você também é esquecida, ah, as malditas arestas. Porque vocês nunca prestam atenção aos detalhes?
- E qual seria este detalhe?

Com uma pedra que retirou do bolso, o jovem atirou contra um espelho, que moído, fragmentou-se em profusão de explosões. As crianças chiaram, guinchos. E Desespero piscou.

- Nada como fazer o óbvio diante de ti.
- Você trapaceou!
- Claro. Eu disse que não confiava em você, mas você não disse que não confiava em mim. Tão cheia de si, perdeu.
- Você trapaceou!
- Sinto muito, sem regras, você aceitou. Sem condições, sem tratos.
- Maldito seja.
- Sim, e agora com sete anos de azar.

Lá, o cinza persistia. Ele pensava na fome gigantesca que assomava seu estômogo. Sua mente ecoava "Com fome, com fome, com fome". As crianças-cigarros cantavam:
"A cigarette burns me I wake with a start
My hand doesn’t hurt but there’s pain in my heart
Awake or asleep every memory I’ll keep
Deep in a dream of you".

No mundo, nuvens se formaram. E aqueles que respiravam antes, voltaram a sentir um dedo apertando o coração.

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O próximo Sopão contará com a irreverente presença do colega Frango. Vamos ver se ele vai usar caldo de galinha ou não. Suponho que seja difícil, só se for daquela galinha gorda e cheia de celulite que ele tanto odeia!

segunda-feira, 25 de maio de 2009

SOPÃO DO RUBINHO

E os Miojos da semana passada foram:

11/05/09
Pitty, volta pra mim! Saudades de você.

12/05/09
Tô aguardando o Sopão da Paloma.

13/05/09
Hoje tava bom pra ficar na cama até mais tarde.

14/05/09
E continua o barulho infernal da britadeira aqui em frente.


15/05/09
Com vontade de ouvir um som gordo ontem... Fui ouvir Gossip!

16/05/09
Só tenho sete folhas em branco.


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Após ter comprado a sopa de letrinhas, escolher um dos modos de preparo na embalagem... O escritor pauloafonsino, meu mestre e amigo Rubervânio Rubinho Lima, me surpreendeu e vai surpreender a todos com o seu Sopão. Bom apetite e aprecie com moderação:

Tempo e Espera

Ontem ficamos até tarde, um olhando para o outro, na cama. Não queria adormecer. Queria ficar contemplando-a a madrugada toda. Parece que ela não queria dormir também, mas, enfim, seus olhinhos foram baixando devagarzinho, até que penderam e se grudaram. Aquilo tudo era um êxtase. Não quero nem relembrar tudo quanto passei para podermos estar juntos. Só Deus sabe o quanto sonhei com esse momento, o de tê-la ali em meus braços. A espera me matava. Estava um tanto aflito, por achar que não mais gostaria de mim. Isso também me apavorava. Afinal, passei uma eternidade sem vê-la. Agora é só essa a visão que quero ter. A televisão ligada, sem áudio, só para clarear o quarto. Nenhum filme da madrugada me chamaria atenção. Eu nem queria. Só queria contemplá-la. Era uma sensação de protegê-la que me impulsionava a querer aconchegá-la mais e mais em meus braços. Ela era só sono. Acho que deveria sonhar também. Sonharia conosco? Sonharia sim. Também desejou muito aquele momento. Em seus lábios, um sorrisinho angelical e sem mácula denunciava que sonhava com coisas felizes. Depois de passarmos quase a noite toda, desde o momento em que ela chegou, a procurarmos reaver todo o tempo de distância, o sono era inevitável. Estávamos exaustos, mas com tanta alegria... Comecei a ficar com os olhos pesados. Tentei resistir ao cansaço, pois o tempo ao lado dela era precioso. Segurei na sua mão macia e pequena, tentando alentar-me e fui rememorando os minutos que antecederam esse momento. Fui relembrando da nossa conversa. Tínhamos muitas e muitas coisas para conversarmos. Os assuntos até se atrapalhavam, de tão acumulados. Ela sorria. Sorria de tudo que eu dizia ou fazia. Seu rostinho, seu sorriso, tudo me alegrava. Eu acabei dormindo e nem me recordo em qual momento. Dormi um sono tranquilo e sonhei um sonho bom. Um sonho de que não nos separaríamos nunca mais. Ela era minha pra sempre. Eu caminhava por um bosque florido, com ela segurando minha mão e sorrindo o tempo todo. Enfim, acordei. Fazia um friozinho pela manhã, pois agora é inverno e nesses dias a gente nem quer se levantar. Hoje tava bom pra ficar na cama até mais tarde. Resisti à preguiça. Levantei-me de um salto, com ela ainda a dormir. Fiz um esforço para tirar meu braço de sua cabecinha linda sem a acordá-la. Preparei um café bem caprichado, com chocolate quente e torradas, com ela sempre gostou. Acordei-a, enfim. Já por volta das nove horas. Ela adorou a refeiçãozinha matinal na cama e eu me contentei apenas em vê-la comendo. Estava eufórico com ela, bem ali na minha cama, na minha casa e não existia fome. Alimentava-me do seu riso, da sua face meiga. Eu a amava mais que tudo. Não havia muito tempo que descobrira isso. Ficou a me relatas mil e um casos em que vivera. Eu bebia todas as suas palavras. Vez por outra acariciava seu rosto e a beijava na testa. Às onze horas, meu coração começou a apertar, pois já se aproximava um momento que não desejaria que acontecesse. Ela iria partir ao meio dia. Contra a minha vontade, contra a dela, mas era o certo. Enfim, sua mãe a veio pegar. Estava no acordo, depois da nossa separação, mas para mim é sempre difícil aceitar isso. Agora minha filhinha se foi para outro estado, novamente, e só a verei no próximo ano, quando for o seu aniversário de dez anos. Essa separação é uma tortura, mas tenho que aguentar. Vou passar o resto desse sábado para reviver tudo que passamos ontem, eu e a minha querida menininha.


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Semana que vem teremos Danilo Corci da editora 100% digital, MOJO Books. Aguardem que ele já comprou sua sopa de letrinhas.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

SOPÃO DA P.

Os Miojos da semana retrasada foram esses:

04/05/09
Recebi um telefonema desconcertante hoje, mas bom!

05/05/09
E eu achava que enxergava bem. Agora as letrinhas estão mais nítidas.

06/05/09
Fome, fome e fome!

07/05/09
Pra mim só sendo Rexona mesmo.

08/05/09
Isso é inveja... Tira o olho, pô!

09/05/09
(sem miojo)


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Vamos saber agora qual o ingrediente usado pela Paloma, em seu delicioso Sopão. Por favor, sirvam-se:

Tendo sido meu bisavô marinheiro, percorreu todos os extremos - e, seduzido pelo caloroso e calorento território brasileiro, deixou a Noruega para trás para formar família com uma mestiça. Porém, apesar de todos os filhos e netos terem nascido brancos, apenas eu, a única bisneta, herdei sua palidez doentia e seus cabelos ruivos que nunca vi, pois as fotos mostravam-no apenas tão brancos que parece uma extensão da pele. E assim foi durante boa parte da minha vida, até que no primeiro dia de aula da faculdade de jornalismo, ele adentrou a sala. Quase tão pálido, mas tão ruivo quanto eu.

Tornamo-nos grandes amigos de imediato, e muita gente pensava que éramos primos. Quando decidiu trocar de área e de faculdade para ser ator, os horários irregulares, viagens e, posteriormente mudanças freqüentes de república, resultaram em total afastamento.

Tem coisa que acontece e a gente não entende como não tratou de evitar. E esta foi uma delas.

Terminada a faculdade, começou a empreitada de construir a vida sozinha. E era só que estava, como sempre, tratando dos afazeres domésticos, utilizando a vassoura ora como microfone, ora como parceiro de dança para a música de baile sessentinha, quando o telefone tocou. Largo a vassoura, corro pra abaixar o volume, atendo.

- Sofia? Sou eu.

- Eu quem?

- Eu. Denis.

- ...

- Denis. O ruivo.

Gelei. Céus! Denis!

- ...Denis? Você? Não acredito! Quanto tempo!

- Sim. Sou eu. Acredite. Quanta originalidade.

Fiquei em dúvida quanto a ele ter sido seco ou apenas irônico. Não dei importância. Estava felicíssima.

- Como você está, rapaz?

- Bem... Estou de volta, apenas para rever minha família, mas queria aproveitar para rever-te também. Tem a tarde de hoje livre?

- Sim. Aonde? Que horas?

- Você decide.

- Pode ser no parque, o que fica perto da faculdade, às 16hs?

- Está marcado. Até!

Pretendia falar, mas calei-me. Ele já havia desligado.

Parque que fica perto da faculdade, 15h45min, lugar fresco, tranquilo e seguro. Deveras agradável.

Enfim avisto-o. Impossível não reconhecer aquela cabeleira alaranjada, não importando quão longínqua esteja. Sei bem como chama atenção. Uma mulher está ao seu lado. É sua irmã? Ela estava grávida? Não, não é sua irmã.

- Olá, Sofia! – acena. Vira-se. – Esta é minha esposa, Cláudia, e esse é o nosso Júnior.

- Olá! – Cláudia me cumprimenta com simpatia polida. É alva, tem olhos e cabelo pretos, une simplicidade à sofisticação com exímio. E tem no colo um Denis em miniatura: mais um representante ruivo para dar continuidade aos nossos genes recessivos.

- Olá, Cláudia. Você e seu bebê são lindos!

- Muito obrigada.

A conversa abrange banalidades, até que o Jr. mostra interesse em passear e a mãe se afasta com ele.

- Nossa, Denis, não fazia idéia de que você tinha formado família.

- É. Cláudia é incrível e me deu um filho lindo. Não poderia estar mais feliz.

- Certamente.

- Mas e você, o que anda fazendo? Ainda escreve para suplementos literários? – desdenha.

Encaro-o com ar cauteloso por poucos segundos.

- Não, mas ainda trabalho com redação. E com fotografia, também. Enfim, faço meus freelas me sustento.

- SÓ isso?

- Acha pouco? Não tem idéia de como me desdobro para conciliar meus projetos.

A hostilidade agora é nítida. No entanto, desconheço seu porquê. Ainda assim, não me permito ficar por baixo.

- E você? Conseguiu a proeza de ser promovido a figurante de novela das sete?

- Larguei o teatro. Formei-me em Economia recentemente.

Aquilo me preocupou.

- Economia? Mas, nossa, você se mostrou sempre tão amante do teatro.

- Tinha um filho a criar, e o teatro não me ajudaria financeiramente a fazê-lo.

- Compreendo.

Hiato silencioso. Ele retoma:

- Você vai ficar nessa vida para sempre?

Esta conversa está me dando nos nervos.

- Se vou ou não, foda-se. Agora, me diz uma coisa: o que está havendo? Porque o deboche com minha vida profissional?

- Profissional aonde? Você mesmo disse que não é freelancer?

- Sou, sim, mas trabalho tanto ou mais quanto um profissional qualquer. E eu quis assim. Eu quis ter a vida que tenho. Quis sair de casa, quis não engravidar, quis trabalhar com o que acredito fazer melhor, e ponto. Simples.

- Não meta minha mulher e meu filho nisto!

- E eu lá estou? Ao que me parece, sua realidade é maravilhosa, e não a desmereço, mas obviamente ela não condiz com a minha. No entanto, estou muito bem assim. Se você não está bem por mim, fique por si e estamos entendidos.

Cláudia retorna. Suspeito que ela constatou algo de errado com nosso diálogo.

- Amor – pega o filho no colo -, vamos, tenho que ajeitar as coisas ainda.

- Mas já? Você e sua amiga mal se falaram. – Cláudia nos olha, à procura de resposta para a indagação. Não encontra.

- Para onde vão se mudar? – perguntei meio sem saber porquê, visto que queria é que ele sumisse da minha frente.

- Vou mudar de estado. – explicou sem me olhar, ajeitando o boné na cabeça do filho. – É necessário concreticidade – aí sim me olhou, despreziva e desprezoriamente. Péssima expressão para registrar como a última.

Despedi-me de sua mulher, acarinhei os cabelos da criança, dei as costas para Denis e fui. Não tinha forças para ser hipócrita depois de tudo isto.

No entanto, não pude deixar de olhar para trás e desejar boa sorte.

Cláudia virou e agradeceu, acenando e sorrindo. Denis ameaçou virar-se também; decidiu seguir caminho.

Pergunto-me, vendo-os se afastar, se não devia ter me despedido dele, que para bem ou para mal fora meu grande amigo na adolescência. Concluo que recebi um telefonema desconcertante hoje, mas bom! Suas primeiras palavras carregavam a efusividade do amor fraterno.

O restante da ligação, entretanto, foi um adeus resignado a este mesmo amor.

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Próximo a fazer o Sopão: escritor pauloafonsino Rubervânio "Rubinho" Lima.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

SOPÃO DA NATÁLIA

Os Miojos da semana foram esses:

27/04/09
Pronto, comprei a caneta azul. Agora a escrita parece mais bonita.

28/04/09
Depois do doce de leite a água desce como uma poção dos deuses.

29/04/09
Quero aprender a tocar alfaia.

30/04/09
Tô procurando ao máximo não forçar a vista até que o óculos chegue

01/05/09
Droga! Meu Trident acabou.


02/05/09
Tô cansado desse layout.

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De todo esse apanhado, a Natália escolheu o... Ah, não vou falar não, descubram lendo o Sopão delicioso e divertido que ela fez. Sirvam-se:

A Mania do Encontro

Marcos estava ansioso, afinal chegara o grande dia. Aquele pelo qual ele sonhara durante três anos. Três anos de uma intensa troca de intimidades, tempo suficiente para gerar uma cumplicidade entre os dois, um carinho e um afeto indescrítivel. Experiência única para ele. Era hoje que iria materializar todas as suas vontades e desejos. Tornar aquela relação palpável. Ela, finalmente sairia daquela tela de dezessete polegadas, não seria mais "Roberta está online" e sim "Roberta, está aqui no Rio, comigo".

"Às 15 horas no aeroporto", ela disse. Estava vindo do Rio Grande do Sul para passar as férias com ele, em sua casa. Um mês inteiro reservado para os dois. Já eram 14h30 e ele se dirigia para o ponto de encontro. Mas antes, como era de praxe, Marcos teve um surto e todas as suas manias vieram à tona.

No dia anterior, Marcos rói todas as unhas, come as tampas das canetas, arruma toda a sua coleção de livros em ordem alfabética, verifica se suas cuecas estão separadas por cor, marca e modelo. Abre o armário, coloca as vasilhas em ordem de tamanho, as pequenas dentro das maiores, varre o chão da sala pela quinta vez no dia, coloca as almofadas do sofá em tons gradientes, do azul claro ao escuro. "Ela gostava dessa cor", pensou. Vai ao cabeleireiro, corta o cabelo, faz a barba. Se olha no espelho, vê um pequeno defeito no corte, volta e pede o serviço direito, afinal tinha um momento importante por vir. Passa no supermercado, enche o carrinho com vinhos, queijo, massas e afins, e claro, compra a sua caixa com doze pacotes de Trident.


Marcos, não poderia ficar sem mascar chiclete mesmo em ocasiões comuns, agora com seus hormônios e batimentos cardíacos à todo vapor, Trident era uma espécie de calmante pessoal. Chega em casa, coloca três tabletes de uma vez na boca, ele precisa relaxar! Desentorta os quadros da parede. Vê se o Bom Ar está na dispensa, pretende deixar o ambiente perfumado. Liga pra Neuza, pede que amanhã ela prepare um jantar especial e vá embora logo em seguida, quer a casa só para eles. À essa altura já se foram 6 pacotes de Trident, cada um contendo 5, 30 chicletes tinham sido triturados. Lembrou de Roberta dizendo, "Marcos, isso ainda irá lhe render uma gastrite, pára com isso". A lembrança o atormentou mais ainda, e dà-lhe mais um chiclete na boca.


Tentou dormir, não conseguia, olhava o relógio, "Meu Deus, o tempo não passa". Ligou a TV, acendeu a luz e abriu o livro de cabeceira pra ver se o sono vinha. Marcos tinha esse defeito de gastar energia apenas para ouvir o barulho da TV,nunca era pra ver, apenas para embalar seus sonos.Adormeceu. Um sonho agitado e estressante. Roberta não viria mais...


PI PI PI PI PI. 11 horas da manhã, ele acorda assustado, com o celular tocando. "Ufa, foi só um sonho." Pega o tablete ao lado da cama, e lá se vai o primeiro chiclete do dia. Olha pra caixinha, "É meus calmantes estão acabando, preciso comprar mais.


Marcos repete toda a sua rotina de verificar se está tudo na mais perfeita ordem para recebê-la. Queria que tudo a agradasse, o seu cheiro, seu corpo, a sua casa. Nada poderia dar errado.


Já eram 14h30 e ele se dirigia para o ponto de encontro. Chega ao aeroporto exatamente às 15h, ela o aguarda em frente a cafeteria, como combinado. Enquanto caminha para o local, seu coração acelera, tamanha sua expectativa e ansiedade. Marcos começa a suar, é só virar a direita e... e... e...:


- Droga! meu Trident acabou.

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Próxima a fazer o Sopão: Paloma Sousa

sábado, 25 de abril de 2009

SOPÃO DE SEGUNDA

Além dos Miojos de segunda à sábado, agora vocês contarão com o Sopão de segunda-feira. É, isso mesmo, um Sopão! Serão textos criados a partir dos Miojos da semana.

Inicialmente pensei em um Sopão [texto] que fosse iserido todos os Miojos da semana, porém conversando com Paloma, ela me disse que ajudaria muito mais na imaginação se fosse escolhido apenas um deles. Pois então que seja!

Fica combinado da seguinte forma então: convidarei uma pessoa pra escrever, mandarei todo o conteúdo da semana do Miojo do Dia [meu microblog alternativo dentro do meu próprio blog], dentre eles ela escolherá aquele que lhe for de agrado e escreverá um texto baseado naquela frase.

Agora é só aguardar, a água no caldeirão já está fervendo, breve sairá o primeiro Sopão, é dia 11/05.

Foto: by Eu mesmo