segunda-feira, 27 de julho de 2009

ÚLTIMO SOPÃO!

Sábado, no post anterior, esse mesmo aí de baixo, eu ofereci os Miojos e acho que pouca gente leu nas entrelinhas, que os mesmos já estão pertinho do prazo de validade. Sendo assim, obviamente que o Sopão não rende mais. Mas a P, preparou um derradeiro todo incrementado como sempre, desenvolvido a partir de duas simples palavras: "sem miojo". Agora o que me resta é agradecer a todos que participaram e... Degustem logo esse Sopão, pois não quero ver neguinho depois reclamando de dor de barriga.

.:.

TERRA ESTRANGEIRA

De tempos em tempos, tenho insônia. Diante desta condição, antes da Anete pedir para que eu parasse, costumava fumar. Ela também, até ver um daqueles pulmões nicotinosamente enegrecidos na TV e ficar apavorada, largando e fazendo-me largar com a promessa de um capuccino gratuito às sextas, em nome da camaradagem.
Para passar o tempo, resolvo cozinhar e descubro um buraco no fundo de uma das panelas que esqueci no fogo dia desses. Sou um desatento cozinheiro, propenso a incendiar o apartamento, portanto é melhor recorrer aos instantâneos. Abro a dispensa: praticamente vazia. E o pior: sem miojo. Tenho um amigo brasileiro que os trouxe aos montes, com medo de não encontrá-los aqui e morrer de fome. Pois eu não trouxe e não sei de nenhum mercado aberto ao qual valha a pena ir só para comprar comida. Melhor voltar para a cama e tentar dormir à força.
Quando estou quase conseguindo, tocam a campainha. Desço a escada de dois em dois degraus, quase torcendo o pé no último. Abro a porta. É Anete, voltando do trabalho.

- Desculpa se te tirei da cama. Esqueci as chaves no trabalho, acredita?
- Tudo bem. Na verdade, você me fez um favor.
- No trabalho. Todas as chaves. De novo. – bufa.
- Entra. Você pode dormir na minha cama.
- Obrigada, mas não é para tanto. Me ajeito em qualquer canto.
Moramos num prédio de três andares, cuja maioria dos moradores é brasileira. Conheci Anete ao visitar o Café no qual trabalha e fazer o pedido em português devido à força do hábito, deixando-a eufórica com a descoberta de um conterrâneo. Posteriormente, nos tornamos vizinhos e grandes amigos.
- Trouxe o capuccino. Quer?
- Não fosse isso, talvez não tivéssemos o que comer. Os miojos acabaram.
- E você dizendo para que eu não me incomodasse... Deixa que eu preparo. – adentra a cozinha, sumindo do meu campo de visão. De lá, grita: – Nossa, que buração na sua panela!
Munidos de capuccino fumegante e biscoitos que resgatamos das profundezas da dispensa, conversamos longamente. Repentinamente, Anete diz:
- Sabe?, quero voltar para casa.
- Não seria ir para casa?
- Não. Voltar.
- É só por essa noite. Passa rápido, você vai ver.
- Não. Voltar para o Brasil.
Emudeço.
- Amo aqui, mas sou de lá. Compreende?
- Acho que sim.
- Pois é. - suspira.
- Você... – receio em perguntar - ...já marcou a viagem?
- Não. Na verdade, nem sei se é mesmo isso o que quero. E essa inconstância acaba comigo. – diz, pendendo a cabeça para trás. Depois, recoloca a xícara no pires e levanta bruscamente. - Esquece essas bobagens que te disse, tá? Vamos dormir. Já é madrugada.
- Não são bobagens.
- São sim. Olha, acho que o Sol vai nascer.
Abro a janela, constatando o avanço das horas. Ela se aproxima e observa comigo as poucas estrelas restantes. De repente, Anete gargalha.
- Sabe o que queria fazer agora? Fumar.

.:.

Prazo de validade: 27/07/09

#update: agradeço todos os comentário nos dois últimos posts. Estou bastante atarefado com o trabalho desde ontem [domingo], vários eventos pra fazer cobertura, entrevistas, matérias... Espero que compreendam a minha ausência, por enquanto. Final dessa semana acho que consigo por em ordem esse "ponto de continuação".

sábado, 25 de julho de 2009

PROMOÇÃO DO DIA: MIOJO

Acredita que só hoje me dei conta que durante essa semana não ofereci pra ninguém os Miojos para o Sopão? É... Acho que essa segunda vamos ficar sem; na verdade já ando sem querer brincar há um tempinho, ainda mais agora que certas pessoinhas andam me desanimando... Enfim, quem quiser se arriscar, aí embaixo estão os ingredientes!

.:.

13.07.09
[sem miojo]

14.07.09
O Orkut já tá tão demodê.

15.07.09
Vou acabar endoidando escutando o novo single da Pitty, "Me Adora", toda santa hora.

16.07.09
Ouvir Mallu Magalhãe no silêncio da madrugada inspira.

17.07.09
Preguiça: fiz o cabelo, fiquei devendo a barba - e tenho? [risos]

18.07.09
Sai daqui, rapá! Vai ler um livro!

.:.

Foto: by Eu mesmo

sexta-feira, 24 de julho de 2009

DOS TEMPOS DE ESCOLA_o retorno!

A verdade é que eu me diverti pra caramba escrevendo a trilogia "Dos Tempos de Escola". Foi prazeroso relembrar tais fatos e ver o quanto minha memória ainda tá "tinindo", hein? Vasculhar os albuns antigos envolto às lembranças... E o mais legal de tudo isso, ver vocês também pararem pra recordar e compartilhar um pouco dessa atmosfera agridoce infantil escolar, feito algodão doce.

Sabe o cara que vive "Falando pra Paredes"? Pois é, ele sugeriu no último post, que o "Dos Tempos de Escola" virasse uma seção aqui dentro do "Ponto" e ainda profetizou dizendo que esses eram só os primeiros posts a inspirar um monte que ainda está por vir.

Dito e feito. Com a sugestão do Alexandre eu informo que a partir de hoje o "Dos Tempos de Escola" vira seção aqui no blog. Mas calma, não esperem histórias imediatas, porém garanto que elas surgirão, basta só eu dar mais uma vasculhadinha nos albúns pra memória já ir atiçando.

Ah, eu também conto com a ajuda de vocês. Como? Mandem suas fotos, inicialmente, do pré-escolar a 4ª série para o meu e-mail. Elas servirão de base para história ficticias que criarei.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

DOS TEMPOS DE ESCOLA_parte 03 [e final]

#tudo numa coisa só

Ainda lembro como hoje daquela fatalidade. Voltávamos da quadra, da aula de educação física. Foi aquela correria como sempre pelas escadas, pra ver quem chegava primeiro na sala e fechava a porta, deixando aquele que chegassem por último, ou seja, "mulher do padre", pra fora - calma que já volto pra continuar o resto!

A acidentada desse dia era a Ellen. Se não me engano era com dois Ls e isso aconteceu na 3ª série - ou na 4ª? Ela tinha um jeito bizarro de escrever. A Ellen nunca escrevia no verso da folha do caderno, ela sempre virava e escrevia na próxima. Ela tinha essa prática por achar que a letra dela ficava feia escrita no verso da folha. Mas foi ai que a professora, percebendo a perturbação da aluna, decidiu entrar em ação. A "prô" disse pra Ellen usar algo mais grossinho por baixo da folha quando fosse escrever no verso, tipo um apoio de uma capa de caderno velho... Enfim, quando foi no dia seguinte lá estava a Ellen escrevendo no verso da folha. Que história linda de superação, hein?

Voltando então à fatalidade... E foi aquela correria. Acabei que sendo uma dessas "mulher do padre". Eu e uma par de gente, inclusive a Ellen, que na fechada de porta dos "espertinhos" que tinham chegado primeiro, arrebentaram o dedo na menina. Literalmente partiram o dedo mindinho da Ellen ao meio. Ficou pendurado, foi assustador, sério! Claro, na hora ela gritou pra CA-RAM-BA, foi aquele desespero geral. Eu não lembro muito bem dessa parte, mas acho que ela saiu correndo pingando o sangue pelo corredor, desesperada. Ixe, quando a professora chegou na sala... ELA DEU UMA BRON-CA! Uma lição de moral daquelas, sabe? Daí começou a falar aquele "tá vendo ai no que dá esse tipo de brincadeira?". Todo mundo quietinho em suas carteiras, escutávamos tudo espantados. A pressão foi tanta, que daqui a pouco só via neguinho começar a chorar, inclusive eu, que virei pra minha colega que sentava atrás de mim e perguntei por que ela não tava chorando também! Tínhamos que nos mostrar comovidos com a história, até por que éramos uma turminha unida. Se um vinha com bichinho virtual pra escola, todo mundo vinha com o seu no outro dia - até ser proibido.

E ela, minha coleguinha? Se chorou ou não?... "Eu tenho que chorar também?", perguntou. Quando vi, tava a menina apertando os olhos, fazendo respiração cachorrinho... Rapidinho já tava chorando também. A gente começava a olhar pros pinguinhos de sangue perto da porta, e era aí que tinha mais material pra produzir o choro, dava mais drama, sabe? Escutava até sussurros de choro naquele dia. Era triste, foi triste.

#fim

segunda-feira, 20 de julho de 2009

DOS TEMPOS DE ESCOLA_parte 02

#eles nem eram santos

Sabe que eu já fui vítima de "bulling" na escola, né? Mas coisa boba, nada que me fizesse ir armado pra escola com minha pistola [d'água] e dar um tiro na cabeça daquela menininha que eu sempre quis fornicar e nunca quis me... Também não foi nada que me deixasse complexado. Foi coisa de me chamarem de cabeção e eu mostrar o verdadeiro cabeção pra menina, só - se é que me entendem. Mas ainda naquele mesmo ambiente de recreio do primário, ali nas mesas, uma vez tive meu salgadinho do "É o Tchan!", aquele que vinha com tatuagem, roubado por um verdadeiro pivete temido por muitos - #comofas salgadinho do "É o Tchan!"?? O moleque era uma peste; pequeno, mas botava um medo de tão feio que era a criatura. E eu naquele dia, ainda pedi ajuda à "tia da cantina", que nem fez nada, me sentindo eu humilhada, incapaz, ou seja, uma verdadeira bichinha. Pra completar, por ironia do destino, o salgadinho era de queijo, perdi minha tatuagem da bunda da Sheila Carvalho e a peste era conhecida como "Ratinho".

#continua

SOPÃO DA P.

#update

Texto retirado a pedido da autora. Reclamem com ela: Paloma Sousa

domingo, 19 de julho de 2009

DOS TEMPOS DE ESCOLA_parte 01

#eu não sou santo!

Lembro que no primário, quase causo um motim durante o recreio, tipo FEBEM. Percebendo eu que o lanche era simplesmente BA-NA-NA naquele dia, comecei: "que misériA, só banaNA...". Quando menos esperei, aquela minha indignação se espalhou igual pólvora em desenho animado da Tyne Toon. Tava todo mundo na fila [enorme] gritando. Engraçado era que a galerinha ainda sentava nas mesas, onde contumavámos lanchar de verdade [risos], pra comer ali sua única bananinha. Me perdoem, mas estavam todos parecendo uns macaquinhos. Ainda bem que não ocorreu guerra de casca de banana naquele dia ou coisa pior.

.:.

E a mentira? Na primeira série eu menti feio pra ir pra casa. A interpretação tava num nível, que eu nem sei o que eu tava fazendo ali, devia era tá fazendo "Chiquititas". Foi assim... Era a primeira vez que eu levava lanche pra escola na lancheira nova, do Dragon Ball Z, tá? E todo tempo eu ficava olhando pra ver se tava tudo bem com os meus lanchinhos e doido pra que eu, todo pomposo, fosse com ela pro recreio. Mas não é que daqui a pouco o "kisuco - mancha pulmão" de maracujá, num sei porquê diacho, começou a vazar? Foi... Foi logo me batendo um desespero na hora, comecei a suar e aquela agonia. Fiquei imaginando a porcaria que ia ser quando abrisse por inteiro aquela lancheira lá na hora do lanche. Pronto! Decidi apelar, né? Fui contar pra professor que tava morrendo de dor de cabeça e que queria ir pra casa. Ela foi, me sentou em seu colo, acalmou a minha pessoa e disse que não dava pra eu ir pra casa naquela hora. Bom... Resultado: depois desse dia peguei trauma de lancheira e nunca mais levei a "Dragon Ball Z" pra escola.

"...e doido pra que eu, todo pomposo, fosse com ela pro recreio."

.:.

Mas não tem nada pior do que ser castigado em sala de aula. É aí que você vê que não é nenhum santo. Eu sempre escutava os gritos e batidas de porta da sala de uma outra professora. Era uma gordinha e ela tinha fama de torturadora. Todo mundo tinha medo dela - nossa, agora eu fico imaginando... acho que quem foi aluno dela teve ter ficado com trauma e ter pedido indenização pra pagar psicólogo. Era coisa de louco. As mães até lutaram pra tirar ela da escola, pois diziam que ela colocava de castigo no milho, usava palmatória... Graças! Ainda bem que estou inteiro, não fui aluno dessa brutamontes, mas tive lá meus castigos por comportamento inadequado. Um deles, era na época o pior, top de linha. Sabe quando você começa a rir na sala com um colega, por besteira qualquer, dá aquele ataque de risos? Então... Foi por isso, rindo com uma coleguinha [foto ao lado] na hora da AULA, que fui parar com a cara virada no canto da parede. De lá eu podia ouvir os risinhos de deboches. Foi horrível!

.:.

Bom, aí na foto nem é a brutamontes, muito menos foto do primário. Essa foi minha turma no último ano do pré-escolar e dou um doce pra quem acertar onde está minha pessoa.

#continua

quinta-feira, 16 de julho de 2009

CAMINHOS DA INSPIRAÇÃO

Daí que ela tinha, porque tinha, que se chamar Senhorita P. Senhorita porque dá aquele ar daquelas dondocas que andam em espetáculos clássicos, já foram uma vedete de cassino, moram com gatos e tem cara de antagonista de histórias do Neil Gaiman. O "P" é simplesmente estética sonora - qualquer semelhança é mera coincidência, viu Paloma? Bom... Ela também tinha que ter esse formato de doce "teta de nega", saca? Além do cabelo roxo - se é que isso é roxo, pois ainda ando me confundindo com as cores. Ah! Ela também tinha que ter esse adereço na cabeça, tipo garçonete de cafeteria americana. A boca vermelhuda à lá cubismo/surrealismo/Pokemon, deu o "tchan" necessário ao desenho, que foi esboçado na madrugada, que enquanto no volume cinco escutando Mallu Magalhães, eu ia balançando e tentando aquecer meus pés debaixo da coberta em silêncio.

LIGAÇÃO

A minha vontade era de ter prolongado o papo, mas sabe como é interurbano de celular pra celular, né? O meu humilde R$ 1zinho que sobrara, sumiu rápido. Mas foi bom que ficou aquele gostinho de quero mais, sabe? Deu pra avisar que a internet tinha caído, e o melhor, ouvir aquele sotaquezinho carioca e maroto, ao mesmo tempo que sutil e tranquilo. Já era pouco mais de meia noite quando me deitei, com aquela sua voz registrada em meu consciente. Perfeito!

quarta-feira, 15 de julho de 2009

PETTÚNIA EM... FALTA DE EDUCAÇÃO HIGH TECH

Poxa, não acho legal você chegar na casa de uma pessoa, conectar o pen drive no computador dela, seja lá por qual motivo, e aparecer um alerta de vírus. É tão constrangedor. Na realidade é uma falta de educação involuntária tremenda desse mundo moderno, né? Sei lá, cê se sente meio que dando a mão ao amigo sem levar depois de ter obrado ou que tá entregando aquele livro predileto, cheio de gordura daquele toucinho que você se lambuzava enquanto lia Dostoiévski - excêntrico, hein? Mas me sinto realmente suja nessas situações, como se as caspas do meu cabelo caísse sobre meus ombros.

Ilustração: by Eu mesmo

terça-feira, 14 de julho de 2009

COM A FOTO PRECISO DIZER DO QUE SE TRATA?


Nossa, como tem gente que consegue se contentar com uma feijoadinha mixuruca, né? Toda vez que eu passava em frente àquele restaurante [nem imagine grandes coisas; menos!] e via aquele povo tudo com cara de satisfeito, tudo se achando comendo na calçada naquelas mesinhas coloridas patrocinadas pela cerveja tal e aqueles pratos... Minha gente, a feijoada lindamente naquelas cumbuquinhas de barro e a couve sendo rejeitada por aqueles ignorantes que dizem não gostar sem nem ao menos ter provado, saca? Aquela iguaria que acaba de me encher de água na boca, pelo menos ali na mesa parecia muito bem refogada. Linda! Pior que esse povo fica se "amostrando" pra nada.

Infelizmente em pleno domingo em que ninguém tava em casa e nada de almoço preparado, lá fui eu todo contente, mas um pouquinho receoso, comprar minha "fejuca" - eu tava mesmo era parecendo mulher "buchuda". No dia anterior eu passei uma vontade da porra de comer a dita cuja [não a mulher "buchuda", a feijoada, que fique claro] vendo Ana Maria "Brega" preparando "a verdadeira" no programa Estrelas, que só serve pra atiçar a vontade alheia - ô ódio!

Tá, lá estava eu. "Uma feijoada pequena, por favor!". Daqui a pouco eu não pude deixar de começar a reparar no recinto enquanto esperava o preparo da minha marmitex. Ali só tinha homens trabalhando, e pior, as condições do lugar nem era das melhores. Ah... Quer saber de uma coisa? A burrice já tinha sido feito. Não dava pra retirar o pedido.

Em casa quando abri a marmita fui confirmando a minha intuição que dizia que era pra eu ter comprado pizza - preciso acreditar e dar mais atenção a esse bendito "felling" ou vou acabar me F*@#$ mais uma vez. Porque o feijão era sem graça, o arroz idem, só que tomando mais espaço na marmita. A linguiça calabresa era da vagabunda e parecia ainda estar crua; a carne que comi sei lá de onde era e do que era - será de jegue? E a farofa?... A farofa nada mais era que farinha na manteiga, só! A única coisa que poderia salvar era a couve, que tanto amo de paixão, que pro meu azar veio só um belisco de nada.

No final das contas eu quase ponho tudo pra fora na penúltima garfada ao lembrar daquele piso sujo, daqueles azulejos horrendos e o detalhe: um ralinho do chão num cubículo que preparavam as marmitex, que dava mais a impressão de tinha comprado aquela comida num banheiro de rodoviária - credo! Bom, pelo menos nem comi tanto assim, só a metade. Ando engordando minha cara cada vez mais, nem é só ela, vai! [risos] Mas a verdade é que minha cara tá parecendo uma lua cheia, vou procurar manerar. Pessoa, agora unam-se e desabafe os seus perrengues alimentares! O fórum está aberto...

segunda-feira, 13 de julho de 2009

CHICLETE NO ASFALTO?

A sua vontade era mesmo de depositar o chiclete que mastigava há horas, naquela espada de São Jorge que desde o ginásio permanecia ali, naquele mesmo centro da varanda da casa do seu amigo, ainda mais, naquele mesmo vazinho confeccionado na aula de educação artística. Claro que aquilo ali era uma brincadeira, ele não ia cometer uma atrocidade dessas, até porque seu amigo também nem deixou.

Eis que nessa brincadeirinha a questão foi levantada: "Porque você não joga no asfalto?". A reação dele à proposta do amigo foi sucinta: "Não, tu tá doido?"

Ele se acostumou tanto a não jogar nenhum papel de bala na rua, de sempre procurar uma lixeirinha ou até mesmo guardar pra jogar depois em um lugar adequado, que ficou espantado com a proposta lançado pelo seu amigo, que assim como ele, não é de achar que a rua é um grande lixão, onde as pessoas podem sair jogando o quiser nela.

Porém ele refletiu, juntamente com o amigo que depois foi explicando essa do "chiclete no asfalto" - ele nunca tinha parado pra pensar nisso. Depois ele veio a concordar, achou mesmo que seria uma boa ideia. "Lembra da calçada lá do colégio? Era cheia, né?... Agora imagina se todos jogassem sua gominha de mascar no asfalto! Estaria brilhando aquela pista lá em frente, hein?", disse o amigo.

Não teve como. Depois de muitos argumentos e de saber que a Pitty era uma das que levantava a bandeira dessa causa - pelo menos o seu amigo achava ter ouvido ela falar sobre isso, não lembrava muito bem - ele teve que realmente concordar com esse ato, vamos dizer assim, e depois me deu o toque, né? E hoje venho deixar essa reflexão eco[chata] pra vocês. [risos]

O cara que trocou essa ideia comigo, é daqueles que acha uma falta de educação tremenda sair jogando lixo por aí, tanto é que continuo com o seu chicletinho na boca depois do papo e só foi jogar no lixo quando chegou em casa, na lixeirinha da pia da cozinha.


"E saída pra esse probleminha", instigou ele. Hummm... Eu acharia legal uma obra mutante, saca? Já vi uma na Bienal de São Paulo, onde ela depende do seu chiclete pra ir tomando forma. Imagine uma dessas em praça pública! Imaginou? É, acho que nem ia dar muito certo, ou até daria, vai lá saber, né? O problema é que teria que tomar cuidado com aquela gente bizarra que adoro um chiclete velho, que guarda embaixo da mesa pra mascar depois. ARGHH!!

O #chicletenoasfalto não seria uma boa ideia, afinal se você joga ele no lixo achando que tá sendo o cara "mó" legal da face da terra, nem tá, né? Espantoso? Eu explico: esse lixo, que tem o seu chicletinho e um monte de outras coisa, vai pra um lixão e a goma demora anos e mais anos até se decompor... E saca, esses lixões concentram um bocado de problemas. Tem problemas ambientais, das pragas urbanas e também um risco muito sério à saúda, pois infelizmente tem gente que fica ali catando lixo, revirando, pois às vezes é seu único meio de sobrevivência. Simplesmente muitas vezes achamos que estamos sendo ecologicamente corretos não jogando lixo na rua, achamos que estamos contribuindo para um cidade mais limpa, quando na verdade só escondem o lixo debaixo do tapete.


O que realmente teria que ser feito era investir na coleta seletiva em todas as cidade do Brasil. Investir também, consequentemente, na reciclagem, pois quando maior o número desse lixo reciclado, melhor.

Bem, enquanto isso não acontece, vale ir jogando o chicletinho no asfalto. Você vai ver... Imagina! pode até surgir o dia nacional do #chicletenoasfalto naquelas localidades em que a estrada tá uma porcaria, seria ótimo. Juntaria uma galera pra tapar o buraco com seus chicletes... Mas, ó.... Não sai espalhando isso não, guarda só pra você, porque depois nem quero ver nego sem conseguir andar com o calçado grudado no asfalto. Agora... Eu disse no asfalto, AS-FAL-TO, viu gente? Nada de jogar na calçada alheia. Por mais que você tenha uma vizinha rabuGENta, nem vale à pena ficar comprando briga - fica a dica!

SOPÃO DA SUZANA

Eu apresentei os Miojos a ela...


29.06.09
Hoje é dia de pintar o quarto! Cê pinta como eu pinto??

30.06.09
Só pode ser... Só posso ser transparente à sua vista!

01.07.09
Andei pacas até achar o mais barato. Enfim meu black Jeans!

02.07.09
Um beijo pra Xuxa, pra Sacha, um salve ai pra família NX...

03.07.09
É só tomar "Doril" que a dor sumiu?

04.07.09
O povo não é favelado, a parada que é undergroud, tá ligado?

.:.

Quando mal terminava de explicar pra Suzana do BlogIstabanada, a dinâmica do Sopão, lá vem ela o texto pronto. Bateu o record, que até então era da Daise, do Sopão anterior. Mas rapidez não quer dizer que... Vejam:

O povo não é favelado, a parada que é undergroud, tá ligado?
Então, é isso aí ta ligado?!
Os mano acha que é fácil viver na favela.
Fácil é o caralho.
Quero ver “os burguês" chegar aqui com seus tênis adidas, seu relógio rolex, e dar uma de brother, “ta ligado?”
Pensa que é assim... Porra nenhuma.
“Os mano” chegam aqui pra compra a tóxica, se “drogari” e acha que é “facio” viver aqui na favela...
“Né facio” não.
Aqui o buraco é mais embaixo, ta ligado mano?!
Aqui na favela é deferente.
“Nóis” é pobre mais é limpinho. E “onesto”. Aqui ninguém mexe em bagulho de ninguém não, “nois” é honesto pow.

.:.

E para minha alegria e a de muitos aqui, o Sopão da semana que vem é da minha amiga Paloma. E a barraca vai armar na próxima segunda, viu? [risos]

sábado, 11 de julho de 2009

QUASE MADRUGADA

Onze e tantas da noite...


Rua Marechal Rondon - Centro | Paulo Afonso - BA

Foto: by Eu mesmo

O BODE E A CABRA - RITA LEE

"A gente vai fazer uma música do Beatles, que demou oito anos pra Yoko[co] liberar a letra em português, que é uma gracinha e ela não entendeu PORRA nenhuma!"

Palavras de Rita Lee em seu novo trabalho, Multishow ao Vivo


É verdade, é uma gracinha mesmo essa versão da Rita para um dos clássicos dos Beatles, agora em ritmo de forrózinho!

A primeira vez que ouvi essa música foi no reality A Fazenda. Eu até pensei que fosse dos Mutantes quando ouvi, mas daí perguntei a minha mãe e ela me disse que era do Ney Matogrosso - tá, né? [risos]

Semana passada descobri que não era de nenhum dos dois e sim da poderesa Rita Lee. Curtam logo abaixo um video da música ao vivo no programa Altas Horas da Rede Globo.



quinta-feira, 9 de julho de 2009

CHUPA ESSA MANGA - MIRELLA SANTOS


Depois que completar a sua participação no reality da Rede Record, A Fazenda, a já consagrada musa dos Gays tem compromisso na agenda, viu gente? Com composição do maridinho Latino - nessa ele se queimou - e dedicada ao público gay, ao qual Mirella já possui um chameguinho, "Chupa Essa Manga" promete ser a sensação... A sensação patética!

Sabe aquelas músicas de temporada? Que aparece, tá na boca do povo e daqui a pouco ninguém mais vê? Os coitados... O brilho [?] da música é tanto que acaba ofuscando o próprio artista. Os bichinhos muitas vezes ficam sem a chance de mostrar seus outros trabalhos - você lembra da Luka?...

Com Mirella penso eu que a parada nem chegue a tanto, ou melhor, pode até ser que a música vá parar em alguma das paradas de orgulho gay que acontecem por ai, mas... A música me parece muito mais uma palhaçada, do que uma homenagem ou sei lá o que - "vamô" abrir o olho público GLS!

Bom, pelo menos a música é única. Mirella Santos não quis fazer "a loca" e gravar um CD inteiro com uma voz medonha, toda trabalhada num programinha de computador - veremos até quando nossos ouvidos ficaram livres de outra pérola. Mesmo assim, "Chupa Essa Manga" é de chorar de rir. Logo abaixo segue o videozinho com a música e a letra pra vocês acompanharem e ficarem preparados, com ela na pontinha da língua:



.:.

Chupa Essa Manga
Composição: Latino

Ninguem vai me impedir de viver o meu viver
Eu não quero mais mentir
Pros meus desejos meu querer
Baby eu vou me libertar, com alguém que me faz
Quero me engatar de vez no teu céu
Namorar sem medo

Chupa essa manga, baby, afoga a caçamba baby, cobra com cobra tá querendo ah,ah
Chupa essa manga, baby, afoga a caçamba baby, aranha com a aranha tá querendo se pegar

Não me canso de balada gay
Me venero dançando pra mim
Desprovida de minha propria lei
O que tem pra hoje?
Baby eu vou me libertar, com alguém que me faz
Quero me engatar de vez no teu céu
Namorar sem medo

Chupa essa Manga...

.:.

Pra você que tá por fora da moça falada ai em cima... Ela é dançarina, designer de jóias, "marida" do Latino, além claro, de já ter estampado várias revistas mostrando seu corpão de mulher gostosa - ô lá em casa! Pra incrementar o seu currículo, agora a moça tá querendo investir na carreira de cantora - pasmem!

Agora imagem só a vergonha alheia que isso vai causar quando chegar à TV? É... Mas infelizmente tem gente que se acaba cantando essas porcarias. Fazer o que, né? Será isso o sinal do fim dos tempos?

Foto: Divulgação

ADOTE UM CACHORRINHO

Não é a primeira vez que a clínica veterinária Planeta Animal*, promove a reabilitação de cães que são abandonados pelas ruas de Paulo Afonso, bem como disponibilizá-los para adoção.

Atualmente quatro cães foram examinados, limpos e a vacinação posta em dia. São eles uma cadela SRD (sem raça definida), outra mestiça, um poodle e um cão da raça american. Hoje três estão para adoção.

Os interessados entrar em contato com Stephanie nos seguintes números: (75) 8834-5961 / (75) 3281-7428. Se preferir pode ligar para clínica no número (75) 3281-7428.

Segundo Tatiane, uma das funcionárias da Planeta Animal, o principal quesito para os interessados em adotar os cãezinhos, é o carinho. Em seguida a alimentação e 100% de cuidado com o cão, são princípios básicos para que posteriormente ele não volte novamente às ruas.

Foto: by Eu mesmo


*Rua da Gangorra - Paulo Afonso - BA | Em frente ao prédio da Justiça Federal

quarta-feira, 8 de julho de 2009

SOM & FÚRIA

Depois de tomar a minha sopinha e me encher um pouco de bobagem assistindo A Fazenda - pasmem, também assisto isso -, enquanto aquecia os meus pés debaixo da coberta na noite de ontem, eu ia me atentando cada vez mais na telinha do "plim-plim".

A minissérie Som & Fúria, que mostra os bastidores do teatro de uma forma ficcional, cômica e emocionante, trás como um dos diretores nada mais, nada menos que Fernando Meireles. A história tem como pontos principais o Dante e o Oliveira, com papéis interpretados respectivamente por Felipe Camargo e Pedro Paulo Rangel.


E a história? Bem... Durante uma apresentação de um dos clássicos de Shakespeare, Hamlet, Dante tem uma perda breve e repentina da consciência, saindo imediatamente no meio do espetáculo. Sete anos depois desse ato fatídico, que foi um divisor de água na vida dos dois, Dante hoje se tornou diretor artístico de uma companhia alternativa de teatro. Num ambiente de péssimas condições de trabalhos, é assim que ele vai levando a vidinha, atolado até o pescoço de dívidas e pendurado por um fio de ser despejado.


Enquanto isso seu ex-amigo e atual desafeto, Oliveira, anda arrasado pelas ruas após mais um mau desempenho de sua companhia; dessa vez o espetáculo foi "Sonhos de uma Noite de Verão". Desconsolado ele liga para Dante, trocam farpas e acusações e assim, distraidamente, falando com aquele que um dia foi seu grande amigo, que ele é atropelado por um caminhão de presunto - que ironia do destino, né?

Em pleno velório do Oliveira, a vida do louquinho Dante sofre mais uma grande reviravolta. A partir de então, ele passa a presenciar as aparições de seu "amigo", fazendo caminhar bonito a história que vem cheia de "Som & Fúria".

É também esse querer trazer a companhia às grandes plateias e patrocinadores, que a trama toma o pontapé inicial. É justamente aqui que entram a Graça [Regina Casé], funcionária da Secretaria de Cultura e o diretor financeiro da companhia, Ricardo [Dan Stulbach]. Podem ter certeza que eles não pouparão esforços para que a companhia volte aos tão sonhados momentos de glória - a dupla também não irá nos poupar de momentos hilários!


Saiba mais sobre todos os personagem aqui

Fotos: globo.com

segunda-feira, 6 de julho de 2009

BOMBA [DE RISOS]

E ontem trocando algumas palavrinhas com o @christianpior pelo Twitter, quando questionado se conhecia a cidade de Paulo Afonso, eis que...

click na imagem para ampliar

RESULTADO PESQUISA [IN]ÚTIL #05

O que é mais estupidamente ecológicamente correto?

Usar o papel higiênico dos dois lados. -> 2 votos (22%)
Usar palito de fósforo usado como palito de dente. -> 2 votos (22%)
A carroçinha pegar cachorro louco pra fazer sabão. -> 5 votos (55%)

SOPÃO DA DAISE

Os Miojos...

24.06.09
[sem miojo]

23.06.09
Nem sei nem o que pensar

Porquê tu não dá pinta lá no Ao Vivo do programa Pânico?

24.05.09
E lá fui eu na madrugada todo empolgado de óculos pra debaixo do chuveiro.

25.06.09
Queria tanto viajar... Alguém pode me levar na mala?

26.06.09
Quero ir num show da Ivete Sangalo! Bora?

27.06.09
Podiam inventar um limpa para-brisas, só que pra óculos, né? Faz uma falta na chuva.


.:.

No mesmo instante que lhe fiz o convite, enquanto conversávamos pelo MSN, ela desenvolvia o seu texto. Ela pediu a permissão pra usar todos os Miojos e eu... Bem, aproveitem. O Sopão desta segunda-feira fica por conta da colega Daise, do blog D'lírios - fantástico o poder de criação dessa moça:


A história foi mais ou menos assim, ou não foi e eu aumentei um pouco. Coisa de baiana, e até de paulista... Ou dos seres humanos? Mas enfim, eu estava em plena madrugada com fome e sem sono. Queria escrever no blog, mas nem sei nem o que pensar muito menos escrever. Combinação perfeita para assistir a mais um dos xaropes que passam na televisão numa hora dessas. Mas, o mundo moderno tem suas vantagens. Pizzarias que ficam abertas até altas horas. [mesmo nome do programa que assisto pra variar]. E, ainda mais louváveis são as motos que trazem elas em casa quentinhas. Ah, amo pizzas. Ligo para o infeliz do serviço do “disk-pizza”. A feliz da atendente estava conversando com uma amiguinha. Pronto, mais motivos para eu estar com raiva. A conversinha estava bem assim: “Queria tanto viajar... Alguém pode me levar na mala? Estou sem grana, gente”. E eu esperando a bendita me atender. Quando ela deu por si, foi no mínimo agradável: “Boa madrugada senhora, o que deseja? Desculpe a demora é que são muitas entregas e muitos pedidos”. Ok, ok, respondi eu, com aquela raivinha básica, mas ainda estava tudo bem. Pedi duas pizzas médias. Eu estava mesmo com fome. Uma de quatro queijos e outra de calabresa. Certo. Endereço, telefone, 45 minutos no máximo de espera, eu ia sobreviver. Feliz com os pedidos e lá fui eu na madrugada toda empolgada de óculos pra debaixo do chuveiro. Só percebi quando limpei os olhos, ou melhor, os óculos. Podem rir. Mas eu ainda tenho a desculpa que era madrugada. Podiam inventar um limpa pára-brisas, só que pra óculos, né? Faz uma falta na chuva...

Quando estava completamente ensaboada, e sem óculos. O iluminado do telefone toca. A pizzaria. “Não temos pizza de calabresa, senhora. Alguma outra opção?”. Se eu quisesse outra eu tinha pedido, não é? Mas não disse isso a ela. Ela falou todos os sabores. Depois falou com cinismo: “Posso esperar o tempo que for preciso para a senhora escolher, quando decidir me avise”. E, acreditem se quiser, foi conversar com a amiguinha que devia estar do lado atendendo outro idiota que estava esperando como eu. A conversa era mais ou menos assim: “Quero ir num show da Ivete Sangalo! Bora?”. A outra. “Claro, mas só se estivéssemos na Bahia, né queridinha?!”. E caíram no riso. E eu caí em mais raiva ainda. Deixe, eu retiro os pedidos, respondi com raiva já. Devia ter algo no armário, um miojo pelo menos. A casa já estava quase molhada e a infeliz tentando me mandar a pizza de queijo e eu não aceitei e desliguei. Enfim, acabei meu banho, fui toda feliz para a cozinha e descobrir que estava sem miojo. Incrível. Depois dessa só escrevendo no blog mesmo. Lembrete: comprem mais miojo do que realmente precisa, ninguém sabe se você vai acordar sem sono e com fome de madrugada e ainda mais no final do mês com TPM. Só rindo.

.:.


ATENÇÃO: Quem quiser participar do Sopão na próxima semana, dá um alô ai nos comentários que entro em contato.

sábado, 4 de julho de 2009

#ForaSarney

Tá ligado no movimento #ForaSarney que se originou do #chupa?... Engraçado isso, né? Não tá entendo muito? Eu explico:


E a semana passada e o início desta, foram marcadas por um rebuliço danado no Twitter. Tudo começou quando o ator Ashton Kutcher - sim, esse mesmo que tempo atrás disputava o topo de mais seguido no Twitter - comemorou no microblog o gol dos EUA, incitando assim os brasileiros.

Pronto, aí instalou-se a zuação quando o jogo se inverteu. [Sub]celebridades como Christian Pior aderiram ao #chupa, numa provocação ao ator, que posteriormente entrou na brincadeira. Depois disso, milhares de pessoas começaram a repetir e espalhar a tag, que entrou na lista dos tópicos mais comentados.

E instigados pelo poder de persuasão que essas [sub]celebridades imaginam ter; povo como Marcos Mion, Junior Lima e Rodrigo "Vesgo", decidiram que a nova meta era colocar o #ForaSarney, outra tag criada por sabe lá quem, no topo dos tópicos mais comentados no Twitter.

E lá foram essas pessoinhas mexer com o Ashton Kutcher, que tinha reagido bem ao #chupa - engraçado isso que acabei de escrever. Desesperados, os caras pediam que ele colocasse o #ForaSarney em um de seus posts, apenas pra dar mais visibilidade ao caso, apenas por questões midiáticas, como disse Junior Lima - eles estavam achando que iriam mudar o mundo com isso.

Mas eis que o Ashton me surpreendeu, mostrando que de bocó ele não tem nada. O cara mandou um "Para os brasileiros; só VOCÊS têm o poder de afastar seu senador. É o SEU país. VOCÊS devem lutar pelo que acreditam. Eu não tenho voto", ao povo que tanto enchia seu saco.

Bem que essas [sub]celebridades podiam ter ido dormir sem essa liçãozinha de moral, né? E parace mesmo que deu certo, porque até então eles aquietaram o facho. É, mas não esperavam eles que essa bincadeirinha pudesse chegar às ruas. Foi o que aconteceu e o que se via; pessoas marcavam protestos e movimentação nas capitais.

O povo bem que queria ser os novos "caras pintadas", mas o número de pessoas que apareceram nesses movimentos foi tão ridículo que ficou feio! E cadê essas [sub]celebridades que instigaram tanto? Por lá nem botaram o pé!

Nossa, até parece mesmo que eles estão preocupados com todos esses atos secretos que estão ocorrendo no Senado e não param de estampar jornais. Mais me parece que tudo isso foi pra aparecer, ganhar mais uma brechinha na mídia e mais seguidores - fato!

Eu acho tão bonito os países onde a força do povo que vai às ruas é muito maior do que aqueles poucos que estão no poder. Aqui no Brasil essa prática tá perdida - vide movimento #ForaSarney nas ruas.

Falam-se tanto nisso, que nós é que devemos exigir os nossos direitos, sair às ruas, protestar... Mas quando isso acontece só alguns gatos pingados aparecem. Eu mesmo falo tudo isso aqui, mas não faço nada pra mudar essa situação - falta-me iniciativa, não vou mentir! Porém tem gente que nem com iniciativa, como essa do #ForaSarney, levantam a bunda do sofá - era pra ir? [risos] Pra muitos a democracia só existe periodicamente, na hora do voto. Mas isso muita gente nem fazer direito sabe.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

MACACO BONG


Pra você que acha música instrumental careta demais, uma cafonice, precisa conhecer o rock instrumental do trio cuiabano, Macaco Bong.

Eu já baixei o meu CD pelo site da Trama Virtual e... É ótimo pra escrever, navegar na internet ou ouvir enquanto cobre de azul anil a parede rosa do seu quarto - pra esse momento recomendo o "Fuck You Lady". [risos]


Pra você que não imaginava rock instrumental dos bons e brasileiro, fica aí a dica. Pra baixar o CD completo e seus bônus, é só correr
aqui.


Foto: Divulgação

ZINA (RONALDO!) GANHA CASA DO "PÂNICO"


O programa Pânico na TV, que não é o programa do Gugu, nem o Caldeirão do Huck ou o próprio Twitter do apresentador, que fica dando presentinho aos seus seguidores, em sua última edição presenteou o Zina com uma casa própria.

O Zina pra quem não tá ligado, é aquele da vinheta "RONALDO!", um dos fenômenos de repercusão no programa da emissora paulista este ano. De uma hora pra outra, o cara mudou totalmente a vida do Ronaldo, como afirmou o próprio jogador em entrevista à Sabrina Sato, juntamente com o próprio "poeta de uma palavra só". De repente não se via mais neguinho falando sobre as noitadas de Ronaldo, nem mais sobre travestis... O negócio era só a vinheta do "Pânico", que tomou proporções gigantes - RONALDO!... Brilhas muitos nos corinthia.

O "poeta de uma palavra só", Zina, fez sucesso e foi justo recompensá-lo pelo feito. O cara morava em um cubículo, nem televisão tinha... Mas ainda acho que o certo era o próprio Ronaldo dar uma ajudinha pro cabra, né?

Foto: @programapanico