domingo, 31 de maio de 2009

TWITTER.COM/DIRETODAREDACAO

Já comentei aqui que não fui muito com a cara do Twitter e que não via o porquê de me inserir nele, criando até um alternativo, o Miojo do Dia. Eu não via mesmo utilidade em estar ali, usando-o pra dizer que tava cagando, comendo, tirando meleca... Mas vi que o Twitter realmente tem inúmeras utilidades, apesar de muitos não o usarem de forma adequada. Pois bem, como eu estava há um tempo matutando uma forma de catalogar as minhas matérias feitas pro site ozildoalves.com.br, decidi então tomá-lo pra tal feito. A partir de hoje vocês verão aqui na barra lateral todos os meus updates.

Foto: by Eu mesmo

sábado, 30 de maio de 2009

O PALHAÇO


Já o vi umas três vezes lá no centro, e eu doido pra que ele me parasse pra me deixar com cara de bobo e me dar um doce. Me parece que ele está fazendo propaganda pra alguma empresa ou alguém, mas é uma publicidade bem restrita, ele só para mulheres.

Por um instante eu pensei que ele estava dando uma camisinha ao som dos Menudos pra uma das moças abordada, mas se tratava de um cartãozinho e um pirulito. Pior que eu fiquei mega curioso pra saber pra quem ele está fazendo essa publicidade tão restrita assim, será pra algum salão de depilação, sexy shop?... Já percebi que não sou seu público alvo.

Imagem: Reprodução

sexta-feira, 29 de maio de 2009

UM PEDIDO DE DESCULPA

Pessoas, desculpem a ausência, fiquei sem internet por quatro dias - vocês não imaginam a tortura. Quando eu entrava era quando mendigava internet na casa de alguém e mesmo assim era coisa rápida, só dava mesmo pra fazer o miojo do dia... Mas agora tudo está se encaixando em seu devido lugar, só peço um pouquinho de paciência meus caros amigos, pra que eu possa retomar com esse buteco e organizar minhas idéias.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

SOPÃO DO RUBINHO

E os Miojos da semana passada foram:

11/05/09
Pitty, volta pra mim! Saudades de você.

12/05/09
Tô aguardando o Sopão da Paloma.

13/05/09
Hoje tava bom pra ficar na cama até mais tarde.

14/05/09
E continua o barulho infernal da britadeira aqui em frente.


15/05/09
Com vontade de ouvir um som gordo ontem... Fui ouvir Gossip!

16/05/09
Só tenho sete folhas em branco.


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Após ter comprado a sopa de letrinhas, escolher um dos modos de preparo na embalagem... O escritor pauloafonsino, meu mestre e amigo Rubervânio Rubinho Lima, me surpreendeu e vai surpreender a todos com o seu Sopão. Bom apetite e aprecie com moderação:

Tempo e Espera

Ontem ficamos até tarde, um olhando para o outro, na cama. Não queria adormecer. Queria ficar contemplando-a a madrugada toda. Parece que ela não queria dormir também, mas, enfim, seus olhinhos foram baixando devagarzinho, até que penderam e se grudaram. Aquilo tudo era um êxtase. Não quero nem relembrar tudo quanto passei para podermos estar juntos. Só Deus sabe o quanto sonhei com esse momento, o de tê-la ali em meus braços. A espera me matava. Estava um tanto aflito, por achar que não mais gostaria de mim. Isso também me apavorava. Afinal, passei uma eternidade sem vê-la. Agora é só essa a visão que quero ter. A televisão ligada, sem áudio, só para clarear o quarto. Nenhum filme da madrugada me chamaria atenção. Eu nem queria. Só queria contemplá-la. Era uma sensação de protegê-la que me impulsionava a querer aconchegá-la mais e mais em meus braços. Ela era só sono. Acho que deveria sonhar também. Sonharia conosco? Sonharia sim. Também desejou muito aquele momento. Em seus lábios, um sorrisinho angelical e sem mácula denunciava que sonhava com coisas felizes. Depois de passarmos quase a noite toda, desde o momento em que ela chegou, a procurarmos reaver todo o tempo de distância, o sono era inevitável. Estávamos exaustos, mas com tanta alegria... Comecei a ficar com os olhos pesados. Tentei resistir ao cansaço, pois o tempo ao lado dela era precioso. Segurei na sua mão macia e pequena, tentando alentar-me e fui rememorando os minutos que antecederam esse momento. Fui relembrando da nossa conversa. Tínhamos muitas e muitas coisas para conversarmos. Os assuntos até se atrapalhavam, de tão acumulados. Ela sorria. Sorria de tudo que eu dizia ou fazia. Seu rostinho, seu sorriso, tudo me alegrava. Eu acabei dormindo e nem me recordo em qual momento. Dormi um sono tranquilo e sonhei um sonho bom. Um sonho de que não nos separaríamos nunca mais. Ela era minha pra sempre. Eu caminhava por um bosque florido, com ela segurando minha mão e sorrindo o tempo todo. Enfim, acordei. Fazia um friozinho pela manhã, pois agora é inverno e nesses dias a gente nem quer se levantar. Hoje tava bom pra ficar na cama até mais tarde. Resisti à preguiça. Levantei-me de um salto, com ela ainda a dormir. Fiz um esforço para tirar meu braço de sua cabecinha linda sem a acordá-la. Preparei um café bem caprichado, com chocolate quente e torradas, com ela sempre gostou. Acordei-a, enfim. Já por volta das nove horas. Ela adorou a refeiçãozinha matinal na cama e eu me contentei apenas em vê-la comendo. Estava eufórico com ela, bem ali na minha cama, na minha casa e não existia fome. Alimentava-me do seu riso, da sua face meiga. Eu a amava mais que tudo. Não havia muito tempo que descobrira isso. Ficou a me relatas mil e um casos em que vivera. Eu bebia todas as suas palavras. Vez por outra acariciava seu rosto e a beijava na testa. Às onze horas, meu coração começou a apertar, pois já se aproximava um momento que não desejaria que acontecesse. Ela iria partir ao meio dia. Contra a minha vontade, contra a dela, mas era o certo. Enfim, sua mãe a veio pegar. Estava no acordo, depois da nossa separação, mas para mim é sempre difícil aceitar isso. Agora minha filhinha se foi para outro estado, novamente, e só a verei no próximo ano, quando for o seu aniversário de dez anos. Essa separação é uma tortura, mas tenho que aguentar. Vou passar o resto desse sábado para reviver tudo que passamos ontem, eu e a minha querida menininha.


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Semana que vem teremos Danilo Corci da editora 100% digital, MOJO Books. Aguardem que ele já comprou sua sopa de letrinhas.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

PESQUISA [IN]ÚTIL #04


Pra mim não era nada anormal tirar água do joelho na hora do banho. É uma coisa natural, até porquê não resisto quando ouço aquele barulhinho de água, sabe? Agora a nova é que isso é ecologicamente correto. Pois é, eu fazia em nem me dava conta de que estava fazendo bem ao planeta. Segundo a Organização SOS Mata Atlântida, fazer xixi no banho gera a economia de uma descarga de 12 litros de água.
E agora? Quero saber de você...

[ ] Eu já fazia há muito tempo, mas nem sabia que fazia bem ao planeta.

[ ] Não fazia, não faço e nunca vou fazer, acho nojento.

[ ] Vou passar a fazer mais vezes.

[ ] Pode parecer absurdo, mas já tô é fazendo o n° 02. Tudo pela Terra.

Foto: Reprodução

quarta-feira, 20 de maio de 2009

BANDA PEDRA LETÍCIA - NOVOS MAMONAS?

Não vou dizer que não assisto Domingão do Faustão, pois seria uma grande mentira. Não assisto com frequência, muito menos me ponho a assistir o domingo inteiro isso. Mas o quadro Garagem do Faustão tem chamado minha atenção, claro pelo fato d’eu amar música e gostar de descobrir novos sons incomuns e também de ver um programa como o do Faustão, numa grande emissora, abrir espaço para novos talentos da música.

Neste domingo lá estava eu pensando que tinha achado aquele som novo que ia ficar toda hora querendo ouvir. Ainda bem que não fiz essa postagem baseada no que ouvi na apresentação da banda naquele dia. Provavelmente se não tivesse me dado o trabalho de ouvir o CD inteiro antes de escrever isso aqui, vocês estaria diante de um texto altamente efusivo.

Depois de ouvir o CD inteiro da banda Pedra Letícia, que foi destaque do quadro, pude constatar uma estética e até mesmo letras parecidas com a dos Mamonas Assassinas. Talvez esteja com aquela mesma postura que tiveram algumas pessoas assim que os Mamonas surgiram.

As músicas dos Mamonas foram por um tempo taxadas como impróprias para as crianças, porém a irreverência em suas apresentações, fizeram com que essa questão fosse deixada de lado, caindo assim o grupo, no gosto de todos. Mas os palavrões e até mesmo as conotação sexuais contidas nas músicas deles eram diferente, não tão fortes como as da Pedra Letícia. Certas músicas da banda goiana, canditada pelo que me parece a novos Mamonas Assasinas, me causariam constrangimento se estivesse escutando isso com a minha vó.

Uma diferença notável quanto a essa comparação com os Mamonas, é a falta de irreverrência que a Pedra Letícia apresenta. Eles se portam, se vestem como uma banda normal de Pop Rock. Não duvido que depois de se apresentarem no Faustão, logo aconteça a mesma coisa que aconteceu com o Mamonas Assasinas – tudo pode acontecer. Daqui a pouco a criançada tá cantando as músicas com conotação sexual sem nem ao menos saberem o que falam.

Metade do seu CD é composto por músicas com conotações sexuais, às vezes até grosseiras e possuem até mesmo uma música no estilo Robocopy Gay. Um fato ainda me intriga nisso... É a questão de haver uma quantidade de comercial notável, de nomes de marcas famosas mesmo em sua letras – se gratuito ou não isso, eu não sei.

As outras cinco músicas são as que se salvam ao meu ver, são aquelas que recomendo. Elas carregam um humor polido, inteligente e contemporâneo. Bem, busquem ouvir as músicas que estão disponíveis no MySpace da banda ou até mesmo por outros meios e tirem suas conclusões. Tomem como base a minha seguinte lista de recomendáveis e não recomendáveis:

Recomendáveis:

04. Em Plena Lua de Mel
05. Eu Não Toco Raul
06. Camioneta Zera
09. Teorema de Carlão
10. Creuza

Não recomendáveis:

01. Como Que Oc Pôde Abandonar Eu
02. Anos Atrás
03. O Menino
07. Eu Tô na Seca
08. Resolução
09. Teorema de Carlão
10. Creuza

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Antes de tudo, antes de buscarem ouvir o CD inteiro, veja o clip da música destaque Teorema de Carlão e a apresentação deles no Faustão. Vejam e tenham a mesma sensação que eu tive. Depois frustem-se ouvido as outras música - nossa, quanto radical eu sou. Bom proveito:






Foto: Reprodução

RESULTADO PESQUISA [IN]ÚTIL #03

Quando está prestes a saborear aquele danoninho...

- Vou logo lambendo a tampa da embalagem e pensando no resto do danono, que é sempre com o dedo. 8 votos - 88%

- É sempre uma frustação, nunca consigo tirar a tampa inteira pra lamber. Só sei me lambuzar.
1 voto - 11%



PEQUENA GRANDE FELICIDADE

Tem gente que encontra grandes felicidades em pequenas coisas. Há quem ache-a estourando plástico bolha, tirando o sapato quando chega daquele dia de trabalho ou até mesmo quando chega da escola e encontra aquele restinho de suco do almoço na geladeira. Eu tenho minhas pequenas grandes felicidades quando anda em casa de meia, quando estou na rua e caí aquela chuva, quando alguém paga acarajé pra mim ou quando consigo assistir ao Jornal Hoje. Isso, claro, foi apenas pra exemplificar, porque são inúmeras minhas pequenas grandes felicidades e sempre com o passar do tempo aos poucos descobrimos outras. Mas e você? Qual será a sua pequena grande felicidade?

terça-feira, 19 de maio de 2009

SELO #03

Pela segunda vez recebo um selo do Frango. Dessa vez a brincadeira é responder um se eu fosse... enorme e repassar o selo para mais cinco blogs. Mas, se eu fosse menos priguiçoso nessa hora eu responderia. Só o que resta agora é apresentar o selinho e repassá-lo a meus amiguinhos:


Nossa vida é nossa própria obra de arte
Papinho de Cafajeste

Pausa Para um Cafezinho

Penso, Logo, Escrevo

Rubervânio "Rubinho" Lima

segunda-feira, 18 de maio de 2009

SOPÃO DA P.

Os Miojos da semana retrasada foram esses:

04/05/09
Recebi um telefonema desconcertante hoje, mas bom!

05/05/09
E eu achava que enxergava bem. Agora as letrinhas estão mais nítidas.

06/05/09
Fome, fome e fome!

07/05/09
Pra mim só sendo Rexona mesmo.

08/05/09
Isso é inveja... Tira o olho, pô!

09/05/09
(sem miojo)


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Vamos saber agora qual o ingrediente usado pela Paloma, em seu delicioso Sopão. Por favor, sirvam-se:

Tendo sido meu bisavô marinheiro, percorreu todos os extremos - e, seduzido pelo caloroso e calorento território brasileiro, deixou a Noruega para trás para formar família com uma mestiça. Porém, apesar de todos os filhos e netos terem nascido brancos, apenas eu, a única bisneta, herdei sua palidez doentia e seus cabelos ruivos que nunca vi, pois as fotos mostravam-no apenas tão brancos que parece uma extensão da pele. E assim foi durante boa parte da minha vida, até que no primeiro dia de aula da faculdade de jornalismo, ele adentrou a sala. Quase tão pálido, mas tão ruivo quanto eu.

Tornamo-nos grandes amigos de imediato, e muita gente pensava que éramos primos. Quando decidiu trocar de área e de faculdade para ser ator, os horários irregulares, viagens e, posteriormente mudanças freqüentes de república, resultaram em total afastamento.

Tem coisa que acontece e a gente não entende como não tratou de evitar. E esta foi uma delas.

Terminada a faculdade, começou a empreitada de construir a vida sozinha. E era só que estava, como sempre, tratando dos afazeres domésticos, utilizando a vassoura ora como microfone, ora como parceiro de dança para a música de baile sessentinha, quando o telefone tocou. Largo a vassoura, corro pra abaixar o volume, atendo.

- Sofia? Sou eu.

- Eu quem?

- Eu. Denis.

- ...

- Denis. O ruivo.

Gelei. Céus! Denis!

- ...Denis? Você? Não acredito! Quanto tempo!

- Sim. Sou eu. Acredite. Quanta originalidade.

Fiquei em dúvida quanto a ele ter sido seco ou apenas irônico. Não dei importância. Estava felicíssima.

- Como você está, rapaz?

- Bem... Estou de volta, apenas para rever minha família, mas queria aproveitar para rever-te também. Tem a tarde de hoje livre?

- Sim. Aonde? Que horas?

- Você decide.

- Pode ser no parque, o que fica perto da faculdade, às 16hs?

- Está marcado. Até!

Pretendia falar, mas calei-me. Ele já havia desligado.

Parque que fica perto da faculdade, 15h45min, lugar fresco, tranquilo e seguro. Deveras agradável.

Enfim avisto-o. Impossível não reconhecer aquela cabeleira alaranjada, não importando quão longínqua esteja. Sei bem como chama atenção. Uma mulher está ao seu lado. É sua irmã? Ela estava grávida? Não, não é sua irmã.

- Olá, Sofia! – acena. Vira-se. – Esta é minha esposa, Cláudia, e esse é o nosso Júnior.

- Olá! – Cláudia me cumprimenta com simpatia polida. É alva, tem olhos e cabelo pretos, une simplicidade à sofisticação com exímio. E tem no colo um Denis em miniatura: mais um representante ruivo para dar continuidade aos nossos genes recessivos.

- Olá, Cláudia. Você e seu bebê são lindos!

- Muito obrigada.

A conversa abrange banalidades, até que o Jr. mostra interesse em passear e a mãe se afasta com ele.

- Nossa, Denis, não fazia idéia de que você tinha formado família.

- É. Cláudia é incrível e me deu um filho lindo. Não poderia estar mais feliz.

- Certamente.

- Mas e você, o que anda fazendo? Ainda escreve para suplementos literários? – desdenha.

Encaro-o com ar cauteloso por poucos segundos.

- Não, mas ainda trabalho com redação. E com fotografia, também. Enfim, faço meus freelas me sustento.

- SÓ isso?

- Acha pouco? Não tem idéia de como me desdobro para conciliar meus projetos.

A hostilidade agora é nítida. No entanto, desconheço seu porquê. Ainda assim, não me permito ficar por baixo.

- E você? Conseguiu a proeza de ser promovido a figurante de novela das sete?

- Larguei o teatro. Formei-me em Economia recentemente.

Aquilo me preocupou.

- Economia? Mas, nossa, você se mostrou sempre tão amante do teatro.

- Tinha um filho a criar, e o teatro não me ajudaria financeiramente a fazê-lo.

- Compreendo.

Hiato silencioso. Ele retoma:

- Você vai ficar nessa vida para sempre?

Esta conversa está me dando nos nervos.

- Se vou ou não, foda-se. Agora, me diz uma coisa: o que está havendo? Porque o deboche com minha vida profissional?

- Profissional aonde? Você mesmo disse que não é freelancer?

- Sou, sim, mas trabalho tanto ou mais quanto um profissional qualquer. E eu quis assim. Eu quis ter a vida que tenho. Quis sair de casa, quis não engravidar, quis trabalhar com o que acredito fazer melhor, e ponto. Simples.

- Não meta minha mulher e meu filho nisto!

- E eu lá estou? Ao que me parece, sua realidade é maravilhosa, e não a desmereço, mas obviamente ela não condiz com a minha. No entanto, estou muito bem assim. Se você não está bem por mim, fique por si e estamos entendidos.

Cláudia retorna. Suspeito que ela constatou algo de errado com nosso diálogo.

- Amor – pega o filho no colo -, vamos, tenho que ajeitar as coisas ainda.

- Mas já? Você e sua amiga mal se falaram. – Cláudia nos olha, à procura de resposta para a indagação. Não encontra.

- Para onde vão se mudar? – perguntei meio sem saber porquê, visto que queria é que ele sumisse da minha frente.

- Vou mudar de estado. – explicou sem me olhar, ajeitando o boné na cabeça do filho. – É necessário concreticidade – aí sim me olhou, despreziva e desprezoriamente. Péssima expressão para registrar como a última.

Despedi-me de sua mulher, acarinhei os cabelos da criança, dei as costas para Denis e fui. Não tinha forças para ser hipócrita depois de tudo isto.

No entanto, não pude deixar de olhar para trás e desejar boa sorte.

Cláudia virou e agradeceu, acenando e sorrindo. Denis ameaçou virar-se também; decidiu seguir caminho.

Pergunto-me, vendo-os se afastar, se não devia ter me despedido dele, que para bem ou para mal fora meu grande amigo na adolescência. Concluo que recebi um telefonema desconcertante hoje, mas bom! Suas primeiras palavras carregavam a efusividade do amor fraterno.

O restante da ligação, entretanto, foi um adeus resignado a este mesmo amor.

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Próximo a fazer o Sopão: escritor pauloafonsino Rubervânio "Rubinho" Lima.

sábado, 16 de maio de 2009

MACÁRIO

Assisti ao melhor episódio exibido até agora da série da TV Cultura, Tudo o que é Sólido Pode Derreter. O fato d'eu ter ficado com vontade de ler o livro que serviu de base para o episódio, foi um fator importante pra isso acontecer.

O episódio, que foi baseado na obra de Álvares de Azevedo, Macário, mostra a busca de Thereza, personagem principal, pela experimentação de um suposto prazer do lado sombrio. O livro que é da segunda fase do Romantismo, carrega o amor impossível, trágico e violento, que despertou muito meu interesse.


Talvez o fato de já ter experimentado um amor desses me instiga a querer ver de fora essa situação. Pode até parecer estranho, mas tô doido pra mergulhar nessa atmosfera sombria, nesse amor que rasga.

O episódio ainda teve uma leve crítica no diz respeito a essa massificação da mídia da cultura gótica e EMO - mais a EMO atualmente. Porque fica parecendo até que é bonito esse gosto sombrio, a depressão, o suicídio, tá virando meio que uma moda entre os jovens. Uma pitada de humor fechou com chave de ouro esse, que já entrou pra lista dos meus episódios preferidos.


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A série vai ao ar às sextas, 19h30 e aos domingos tem reprise às 20h. Você pode assistir também os episódios pelo site oficial, click AQUI.

Foto: Divulgação

sexta-feira, 15 de maio de 2009

MOÇO

A barraquinha de merenda ficava próxima de um cursinho pré-vestibular e uma escola técnica. Provavelmente a mãe da garotinha pediu que entregasse os panfletos aos estudantes que passassem por ali. Ela quando me viu passar de óculos e mochila nas costas, deduziu que eu fosse um.

Moço! - ouvi o chamado. Não resisti e olhei pra trás. Primeiro porque era uma voz docinha de criança, segunda porque faz tempo que não ouvi ninguém me chamar de moço, no máximo me chama ei, menino! - isso não me agrada muito. Acho engraçado quando me chama de homi - não sou tão velho assim.

Pois bem, quase que sigo em frente sem dar ouvidos ao chamado, mas viro e lá estava a garotinha com toquinha higiênica na cabeça. Criança tem essa de quando ver alguém maior do que ela achar que é adulto, ou vice-versa, achar que um adulto pequeno é uma criança. Pra ela eu era um moço.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

PETTÚNIA: RUMINAÇÃO

Não sei você, mas vivo ruminando. É!... É bala, pirulito; chiclete principalmente! Muitos não admitem, mas não tenho problema nenhum em falar. Na verdade a minha nóia nesses doces, é o medo de ficar com bafo, sabe? Não que eu tenha, mas sempre quando estou nas minhas loucas dieta, a tendência de quem passa horas sem comer é ficar com um mau hálito de leve. Acho que as vaquinhas nunca ficam com bafinho. Apesar de nunca ter cheirado a boca de uma, imagino que elas fiquem com um hálito de clorofila.

terça-feira, 12 de maio de 2009

PEETTÚNIA: ANTITRANSPIRANTE

Faz tempo que não escrevia sobre a Pettúnia. Ontem encontrei com ela no supermercado, na fila do caixa. Quer dizer, ela e mais dez desodorantes... Daqueles que tem que apertar o frasco pra sair – sem segundas intenções, por favor...


- Pettúnia, menina, pra que tudo isso de desodorante?

- EI, PSIU!!! Calma. Não pense que além do suvaco eu vá perfumar a minha perseguida não, viu?

- Que isso, P., eu só achei uma situação inusitada. Pensei eu que você ia revender, no máximo pensei que estivesse aproveitando uma dessas promoções relâmpagos, já que vocês meninas não podem ver uma.

- Adooooro... Mas não, Marcos, é mesmo o desespero de ficar sem o meu antitranspirante 24h. Passei por cada uma sem ele.

- Oxe, sou todo ouvidos. Vai, conta! Eu quero dar umas risadas.

- Bem, como tinha acabado o meu 24h, não ia recusar um roll on de presente da minha mãe, né? Tenho o meu preferido, claro, mas não ia desperdiçar, então resolvi usar aquele mesmo.

- Ta, mais o quê que tem demais nisso?

- Eu usei, usei, usei... Quando minhas lindas camisetas roxas, azuis e pretas iam sujando e ia deixando lá pra lavar. Tá, daí passou uns 15 dias e quando vi minhas camisas lavadas... Aquela peste de desodorante deixou aquelas rodelas brancas, sabe?... Bem embaixo do braço.

- Puuuutz, que desgraça. Sei como é.

- Pense numa raiva da porra. Já tava imaginando minhas camisas servindo de roupa de mendigo pra ficar em casa. Mais aí, depois de me sacrificar no tanque, em três lavadas consegui tirar aquelas porcarias.

- Pettúnia, a fila. Tua vez!

- Ó, mas nem te contei o pior. Eu fui fazer a loca de experimentar o poder do couro... Pra que, homi? Eu fiquei com um fedô, uma suvaqueira!

- Sei, fedô de macaca véia!

- É, mas vai... Não ri! Sobram adjetivos para esse odor, mas era daqueles bem punks, tipo cheiro de bode assado, saca?

- Argh!... Sei!

- Quando eu vi minhas camisas daquele jeito, juntei umas moedinhas, quebrei meu cofrinho e fui correndo comprar um desodorante. Eu, ao invés de ter pegado logo o 24h... Nããããão, mas uma vez eu burrei! Porque queria testar alguma coisa nova, ai aproveitei que o aerosol tava custando o mesmo preço do spray, fui e peguei, toda contente. Também só peguei porquê dizia que não tinha CFC, aquele gás que faz mal à camada de ozônio.

- Eita, Pettúnia. Quem vai nos garantir que ali não tem mesmo?

- Pois é, depois eu fiquei pensando. Porque eu não costumo comprar desses justamente por isso... Mas nem cheguei a usar aquela fedentina toda.

- Tá, né?... Beijo e se cuida.

- Pode deixar, pois estes não me abandonam.

Desenho: by Eu mesmo

quarta-feira, 6 de maio de 2009

NO ENTIENDO

Deu no Jornal Hoje, agora é no G1... Isso é pop ou é arte?

MENINA INFINITO

Semana passada ele chegou. Estava lá, aquele embrulho enorme em cima da minha cama vindo diretamente da glamurosa Livraria da Travessa em Ipanema - Rj; esperava ser aberto com a fúria de quem esperou com ansiedade. Quando abri... Noooossa, chega deu vontade comer de tão lindo.


Ontem à noite comecei e terminei de ler o livro Menina Infinito [veja apresentação do livro clicando AQUI], que na verdade é uma história em quadrinhos [HQ] escrita por Fábio Lyra. Poxa, noite chuvosa... Não haveria clima melhor pra eu mergulhar no mundo da Mônica, uma garota normal, que não segue os padrões de beleza impostos, não tem super poderes e ouviu de um carinha que tava saindo, que queria esquecer que a conheceu.


Com seus melhores amigos, a Malu e o Pedro, qual já dividiu o apê, eu fui percorrendo um pouco do cotidiano deles. Situações... Fui sabendo mais um pouco de suas personalidades, que por sinal, são bem parecidas com a minha e com as do grupo de pessoas que me cercam.


A história me fez deixar mais palpável a amizade de mais de três anos que tenho com a menina do Rio, a Paloma. A Menina Infinito, Mônica, me parece muito com ela. Suas atitudes... Certas características me fizeram parecer esta
r lendo um pouco sobre a P. Até mesmo a fisionomia em alguns quadrinhos parece - nunca vi parecer tanto assim! O Pedro, seu melhor amigo, tem cada tirada sensacional, que me fazem lembrar os papos de msn que tenho com ela.

Tan
to psicologicamente, quanto fisicamente as duas são parecidas, mas pra você que não conhece seu gênio, espia as aparência. É igualzinho, véi:





























P.S.: Paloma desejaria que lesse esse livro. Seria muito interessante comentar sobre ele com você e saber se tem as mesmas impressões que a minha.
Ah!... Desculpa aê ter usado suas fotos nesse post.

terça-feira, 5 de maio de 2009

CARA DE QUE, HEIN?

Uso dos óculos. É... São ossos do ofício!

segunda-feira, 4 de maio de 2009

AVISO SOBRE A PESQUISA [IN]ÚTIL #02

Pessoas, eu, não minha afobação de testar outros layouts para o blog, acabei que perdendo a pesquisa inútil #02.

Poxa, tava tão divertido, teve uma repercussão muito boa... Mas já recompensei isso, viu? Já está aberta a pesquisa inútil #03. Agora a questão é a seguinte:

Quando está prestes a saborear aquele danoninho...


- Vou logo lambendo a tampa da embalagem e pensando no resto do danone, que é sempre com o dedo.

- É sempre uma frustação, nunca consigo tirar a tampa inteira pra lamber. Só sei me lambuzar.


Votem!!!

CACHOEIRAS DE PAULO AFONSO

Ontem foi dia d'eu visitar as cachoeiras de Paulo Afonso, minha cidade. Diante de tal passaigem é impossível soltar qualquer adjetivo que venha lhe definir. Sabe quando a beleza intimida? Pois foi a mesma coisa. E a conversa, conversar pra quê? Só o silêncio basta. Eu que estava com um amigo emudeci por alguns minutos, e poderia ficar muito mais assim ali.


Agora sim eu pude entender o porquê do encantamento de Castro Alves pelas cachoeiras, que escreveu até um poema pra elas.


Para ver mais fotos click aqui.

SOPÃO DA NATÁLIA

Os Miojos da semana foram esses:

27/04/09
Pronto, comprei a caneta azul. Agora a escrita parece mais bonita.

28/04/09
Depois do doce de leite a água desce como uma poção dos deuses.

29/04/09
Quero aprender a tocar alfaia.

30/04/09
Tô procurando ao máximo não forçar a vista até que o óculos chegue

01/05/09
Droga! Meu Trident acabou.


02/05/09
Tô cansado desse layout.

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De todo esse apanhado, a Natália escolheu o... Ah, não vou falar não, descubram lendo o Sopão delicioso e divertido que ela fez. Sirvam-se:

A Mania do Encontro

Marcos estava ansioso, afinal chegara o grande dia. Aquele pelo qual ele sonhara durante três anos. Três anos de uma intensa troca de intimidades, tempo suficiente para gerar uma cumplicidade entre os dois, um carinho e um afeto indescrítivel. Experiência única para ele. Era hoje que iria materializar todas as suas vontades e desejos. Tornar aquela relação palpável. Ela, finalmente sairia daquela tela de dezessete polegadas, não seria mais "Roberta está online" e sim "Roberta, está aqui no Rio, comigo".

"Às 15 horas no aeroporto", ela disse. Estava vindo do Rio Grande do Sul para passar as férias com ele, em sua casa. Um mês inteiro reservado para os dois. Já eram 14h30 e ele se dirigia para o ponto de encontro. Mas antes, como era de praxe, Marcos teve um surto e todas as suas manias vieram à tona.

No dia anterior, Marcos rói todas as unhas, come as tampas das canetas, arruma toda a sua coleção de livros em ordem alfabética, verifica se suas cuecas estão separadas por cor, marca e modelo. Abre o armário, coloca as vasilhas em ordem de tamanho, as pequenas dentro das maiores, varre o chão da sala pela quinta vez no dia, coloca as almofadas do sofá em tons gradientes, do azul claro ao escuro. "Ela gostava dessa cor", pensou. Vai ao cabeleireiro, corta o cabelo, faz a barba. Se olha no espelho, vê um pequeno defeito no corte, volta e pede o serviço direito, afinal tinha um momento importante por vir. Passa no supermercado, enche o carrinho com vinhos, queijo, massas e afins, e claro, compra a sua caixa com doze pacotes de Trident.


Marcos, não poderia ficar sem mascar chiclete mesmo em ocasiões comuns, agora com seus hormônios e batimentos cardíacos à todo vapor, Trident era uma espécie de calmante pessoal. Chega em casa, coloca três tabletes de uma vez na boca, ele precisa relaxar! Desentorta os quadros da parede. Vê se o Bom Ar está na dispensa, pretende deixar o ambiente perfumado. Liga pra Neuza, pede que amanhã ela prepare um jantar especial e vá embora logo em seguida, quer a casa só para eles. À essa altura já se foram 6 pacotes de Trident, cada um contendo 5, 30 chicletes tinham sido triturados. Lembrou de Roberta dizendo, "Marcos, isso ainda irá lhe render uma gastrite, pára com isso". A lembrança o atormentou mais ainda, e dà-lhe mais um chiclete na boca.


Tentou dormir, não conseguia, olhava o relógio, "Meu Deus, o tempo não passa". Ligou a TV, acendeu a luz e abriu o livro de cabeceira pra ver se o sono vinha. Marcos tinha esse defeito de gastar energia apenas para ouvir o barulho da TV,nunca era pra ver, apenas para embalar seus sonos.Adormeceu. Um sonho agitado e estressante. Roberta não viria mais...


PI PI PI PI PI. 11 horas da manhã, ele acorda assustado, com o celular tocando. "Ufa, foi só um sonho." Pega o tablete ao lado da cama, e lá se vai o primeiro chiclete do dia. Olha pra caixinha, "É meus calmantes estão acabando, preciso comprar mais.


Marcos repete toda a sua rotina de verificar se está tudo na mais perfeita ordem para recebê-la. Queria que tudo a agradasse, o seu cheiro, seu corpo, a sua casa. Nada poderia dar errado.


Já eram 14h30 e ele se dirigia para o ponto de encontro. Chega ao aeroporto exatamente às 15h, ela o aguarda em frente a cafeteria, como combinado. Enquanto caminha para o local, seu coração acelera, tamanha sua expectativa e ansiedade. Marcos começa a suar, é só virar a direita e... e... e...:


- Droga! meu Trident acabou.

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Próxima a fazer o Sopão: Paloma Sousa

sábado, 2 de maio de 2009

PRONTO, COMPREI A CANETA AZUL

Refrigerante, chiclete de canela sem açúcar, barbeador e o produto mais importante e mais pomposo, a caneta azulTá é pomposo sim, mas comprá-lo requer paciência. É soltar um quero ver uma caneta por favor, moça, que lá vem uma infinidade de caneta na sua frente. É caneta com gliter, metalizada, com perfume, luzinhas, plumas... Pera, moça! Só lembrando quero uma caneta.

Há detalhes muito importantes que eu tenho que observar antes de comprar uma caneta, a tampa é um deles. Tenho que ver se dá aquele barulhinho de, CLICK!!!, quando fecha. Esse ato de tirar e colocar a tampa quando vindo com um barulhinho é uma ótima distração quando não se tem nada pra se fazer em um momento de espera.

Poxa, mas tadinha das canetas mais humildes. As coitadinhas são apresentadas com cara de nojo, desdém. Ainda cheguei a provar aquelas todas empiriquitadas com formatos anatômicos, cheias de detalhes e borrachinhas coloridas, mas foi tanto pra nada. Resolvi ficar com as de R$ 0,35 centavos mesmo. É baratinha vai, mas não humilha, ela tem lá seu valor e até que tem um designe interessante.

Agora é torcer pra que não ocorra o que costuma acontecer. Você sente, ela começa a não deslizar perfeitamente no papel... É só escrever uma, duas ou três vezes pra que comecem a falhar - dá uma raiva do cacete. Pior que fica por isso mesmo. Já viu alguém reclamar por uma caneta que após pouco tempo de uso não pega mais? Aí vem aquele famoso clichezão
por isso que esse país não vai pra frente.

Mas é mesmo engraçado essa relação com um material novo, como nos tempo de escola. Você fica naquela ansiedade de usar o caderno novo, as canetas... Fica no maior zelo. Passando um tempo você nem mais dá bola, começa a rabiscar o caderno, a morder a caneta nos momentos de ansiedade e fome... Creio que você conheça esse fenomêno, né?

Bem, até agora, quase uma semana após eu ter comprada a minha colequinha de ideias, ela não deu sinal de que vá falecer. Até parece que a escrita tá mais bonita e parece que este texto é só uma desculpa pra usá-la. Se for o caso da criatividade faltar, terei que toda vez comprar uma nova caneta.

RONALDO!