terça-feira, 26 de agosto de 2008

O futuro batendo à porta da indústria fonográfica.


Nada mais democrático atualmente do que nós mesmos escolhermos o que queremos escutar, musicalmente falando. Não que não tinhamos, mas as gravadoras eram quem escolhiam o que chegava até nossos ouvidos.
Com a pirataria totalmente escancarada, os artistas estão deixando de faturar mais com as vendas de discos e ganhando mais com shows, além de outros benefícios gerado com a publicidade e tal...
O desenvolvimento da internet a cada dia, tem aberto espaço para qualquer anônimo ficar conhecido da noite para o dia em diversas áreas, principalmente na música, já que a internet é um dos principais meios de comunicação, se tornando - ainda bem e que ótimo - de fácil acesso em todas as classes socias. É a globalização digital em cena, minha gente!
Essa visibilidade e divulgação garantida na rede, tem atraído cantores e bandas, que até então viviam na batalha atrás de uma gravadora, de porta em porta, recebendo várias negações e um bocado de promessas. Esses talentos que estavam no "underground", encontraram na internet um espaço gratuito para seus iminentes trabalhos.
Nessa nova era, tem-se destacado uma graciosa e mega talentosa garotinha paulistana. Perto dos seus 16 aninhos é ela que vem "tchubarubando". Sim o fenômeno Mallu Magalhães, que além do destaque, marca também essa integração entre as mídias. Da internet para a boca do povo, da boca do povo para revistas, jornais e TV.
Mallu, aos seus nove anos ganhou seu violão, dois anos depois fez aulas e aos doze passou a compor, grande parte das letras em inglês "É mais sonoro", diz ela. “Sempre tive vergonha de compor em português. Às vezes você quer contar coisas que são para ficar mais obscuras”. Entretanto, afirma não ser tão fluente, e mantém um dicionário à mão para as dúvidas.
Aos 15 anos ela pediu para seus pais e avós que seu presente de aniversário fosse em dinheiro. Bem, com o dinheiro ela gravou 4 músicas que logo foram divulgadas na internet ( http://www.myspace.com/mallumagalhaes ). Tais músicas tiveram mais de 1 milhão de acessos em pouquíssimo tempo, é mole?
Possui como influências os seguintes nomes: os Beatles, Belle and Sebastian, Bob Dylan e Johnny Cash, além de outros em estilos musicais semelhantes.
Vale a pena conferir!
E viva a diversidade musical!

Foto: Divulgação

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Escritos de Outrora #01


MUNDO IMAGINÁRIO POÉTICO

...É como se estivesse em queda livre, onde tudo ao redor parasse, enquanto por toda minha face, sentindo o vento passar,as lágrimas rolassem...
Em um mundo onde não tem fim!!!

Foto: Reprodução

terça-feira, 19 de agosto de 2008

"Memórias"

"O importante é ser você, mesmo que seja estranho, seja você..." (Pitty - Máscara). Dizia meu amigo no meio da aula de física no cursinho (14/08/2008). Depois me perguntou qual era a mensagem da música. E o respondi que era exatamente aquilo que ele tinha dito.
Uma das características de Pitty em seu primeiro CD foram as letras, que como ela mesmo disse, "...nascem depois que leio um livro ou vejo um filme." Como pode ser percebido, no "Admirável Mundo Novo", ela, leitora de Aldous Huxley, "Admirável Mundo Novo" foi um prato cheio para a inspiração. O primeiro disco trouxe letras politizadas e existências, porém Pitty queria buscar o lado mais intuitivo, e conseguiu. "Anacrônico" chegou abrindo espaço para a intuição.
Naquele mesmo instante que meu amigo fez a primeira pergunta, em seguida parecia que ele me desafiava: "E qual a mensagem de 'Memórias' ?". Confesso que tremi na base, não sabia responder. Depois de alguns segundos eu rebati dizendo que precisaria ler a letra. Bem, na verdade uma desculpa, pois eu até que sei a essência do "Anacrônico", sei falar de algumas músicas, lá, lá, lá, mas por mais das milhões das vezes em que eu escutei o CD, eu num tinha parado pra avaliar "Memórias".
Fiquei com aquilo na cabeça antes de dormir. No dia seguinte, sexta-feira, prestando mais atenção à letra assistindo ao DVD, num é que eu comecei a entender. Ó, paí, ó:
Quem aqui nunca teve ou tem um herói. Sei lá, seja ele seus pais, avós, namorado, cachorro ou os "Power Rangers".
É assim, não é? Veja só: você sempre os chama quando está em apuros, mas com o passar do tempo os abandona. Não precisa ser matando como diz a letra, mas o faz "...como se já não tivesse nenhuma lição pra aprender".
Você é tão ingrato assim que finge não querer saber e renega quem te ajudou, mas as memórias vão sempre chegar até você, mas não como simples memórias, e sim como fantasmas, soprando ao seus ouvidos coisas que você nem quer saber. Mas agora não é tempo para desesperos, eles não vão te despedaçar todas as vezes que souberem quando andou sem eles. Ou vão?

Bem, agora só para afagar o meu ego:
Atualmente, Pitty é quem anda fazendo o rock nacional. É o que dizem críticos e entendidos no assunto.

Agora só para atormentar o meu ego:
NX Zero é o futuro do rock nacional.

Foto: by Ela Mesma

domingo, 17 de agosto de 2008

Leitura: fonte de prazer e sabedoria.

Nunca tive estímulo dos meus pais com relação à leitura. Como a maioria dos brasileiros, não possuem o hábito de ler, só fui despertar esse hábito lá na 7ª série (2003 - 14 anos). Lá vinha a professora, com um monte de livros de literatura infanto-juvenil. Chegou, colocou em cima da mesa e perguntou: "Quem gosta de ler? Venha pegar um livro". Claro, eu nem levantei a mão, não gostava mesmo. Num instante ao redor da mesa se encontrava um monte de cabecinhas curiosas vasculhando aquilo que por ora é um grande tesouro! "Os que aqui não vieram é porque não gostam de ler, certo?", disse a professora. Não lembro se no mesmo dia ou se no dia seguinte, ela revelou que os livros seriam para um trabalho. Teríamos que ler e apresentar o resumo. Aí eu fiquei preocupado... Como os livros não tinham dado pra todos, ela levou a galera pra fazer ficha na biblioteca municipal, mas nem lá eu cheguei a fazer, fiz em outra, pois não tinha levado todos os documentos. Na outra biblioteca, acabei pegando um livro chamado "Menina Mãe", de Maria Glória Cardia de Castro. Li o livro e apresentei. E num foi que eu gostei da leitura! Talvez se não tivesse essa pressão de nota eu não estaria lendo loucamente até hoje. Claro que a intenção da professora não era apenas um trabalho para nota, mais sim um despertar para o mundo mágico da leitura, mas para muitos não passou de um simples, um simples não, um chato e torturante trabalho de português (digo que essa tática da professora foi arriscada). É triste ver que no Brasil a leitura continua pouca. Com tanta tecnologia disponível as pessoas não querem ter o trabalho de um hábito tão saudável que envolve o pensamento, principalmente a imaginação, querem tudo mastigadinho, pronto pra engolir.

Foto: Reprodução