Quando escutei no escuro o CD da banda The Ting Tings:
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
CALOR
O cochilo tradicional depois do almoço começou a virar um tormento pra ele. O coitado acorda como se tivesse voltado de algum universo paralelo com um tremendo tranco no cérebro. Levanta... E segue de um olho aberto outro não incomodado com a luz. No banheiro uma mijada atômica invergada, devido a ereção matinal involuntária. A casa está um verdadeiro forno de microondas, e ele se sentindo um verdadeiro milho de pipoca no saquinho, tendo que se virar com o calor até achar um cantinho e se adaptar ao ambiente.
O suor escorre pelo rego. Corre pra sala, deita no sofá, levanta, deita no chão. O sofá parece imundo com marcas de suor enormes e cheiro de bunda. Há furos nele, poeira e também cheiro de mijo, provavelmente que vazou da fralda geriátrica da sua vó. E no chão em frente à TV se irrita. Vento quente passa por debaixo da porta, chega até seu rosto, do chão ele se levanta.
E vai pra cozinha, abre o copo de liquidificador, joga duas bananas dentro, duas colheres de leite em pó, uma de açúcar. Abre a geladeira, garrafas com água quente, a geladeira não dá conta. Há melancia nela e nele a preguiça mórbida de se livrar dos caroços... Pega um faca e um copo no escorredor, vai pro congelador. Começa a raspar aquelas placas de gelo, junta e bate tudo, tá pronta a vitamina de banana.
Vai pro banheiro, abre o chuveiro, água da caixa exposta ao sol vem. Cai fora daquele bafo, pelado toma banho no chuveirão do quintal. Água geladinha da rua escorre pelo corpo... Vizinhas o espiam de suas janelas enquanto executam suas tarefas domésticas. Sai do chuveiro, a toalha nem usa, não há necessidade. Veste a roupa e nem bem passa muito tempo e já está seco.
Vai pra varanda, deita na rede. Na rua pessoas com o mínimo de roupas possíveis. Um desfile de sombrinhas acontece... É gente com rodelas de suor em baixo do braço, fedô de macaco, cheiro de carniça. Cadê os urubus? Sai na rua, corre na budega compra geladinho. Descalço ele foi, penando correndo ele volta. Dez geladinhos, no meio do caminho a sacola rasga e enche-os de terra. Em casa abre a torneira e sob água corrente lava aqueles gelos coloridos com sabores.
Volta pra varanda, da um chupe no de umbu, no de manga... Chega no de abacaxi, morde e cospe fora: fruta estragada. Arremessa o geladinho na rua. Um menino grita eta, peste. O geladinho pega em seu olho e a mãe dele foi ofendida. O menino atingido era um verdadeiro cabra da peste e acabou recebendo o resto dos geladinhos... Pronto, estava tudo certo. No banco da praça manga-rosa verde com sal rolava.
O suor escorre pelo rego. Corre pra sala, deita no sofá, levanta, deita no chão. O sofá parece imundo com marcas de suor enormes e cheiro de bunda. Há furos nele, poeira e também cheiro de mijo, provavelmente que vazou da fralda geriátrica da sua vó. E no chão em frente à TV se irrita. Vento quente passa por debaixo da porta, chega até seu rosto, do chão ele se levanta.
E vai pra cozinha, abre o copo de liquidificador, joga duas bananas dentro, duas colheres de leite em pó, uma de açúcar. Abre a geladeira, garrafas com água quente, a geladeira não dá conta. Há melancia nela e nele a preguiça mórbida de se livrar dos caroços... Pega um faca e um copo no escorredor, vai pro congelador. Começa a raspar aquelas placas de gelo, junta e bate tudo, tá pronta a vitamina de banana.
Vai pro banheiro, abre o chuveiro, água da caixa exposta ao sol vem. Cai fora daquele bafo, pelado toma banho no chuveirão do quintal. Água geladinha da rua escorre pelo corpo... Vizinhas o espiam de suas janelas enquanto executam suas tarefas domésticas. Sai do chuveiro, a toalha nem usa, não há necessidade. Veste a roupa e nem bem passa muito tempo e já está seco.
Vai pra varanda, deita na rede. Na rua pessoas com o mínimo de roupas possíveis. Um desfile de sombrinhas acontece... É gente com rodelas de suor em baixo do braço, fedô de macaco, cheiro de carniça. Cadê os urubus? Sai na rua, corre na budega compra geladinho. Descalço ele foi, penando correndo ele volta. Dez geladinhos, no meio do caminho a sacola rasga e enche-os de terra. Em casa abre a torneira e sob água corrente lava aqueles gelos coloridos com sabores.
Volta pra varanda, da um chupe no de umbu, no de manga... Chega no de abacaxi, morde e cospe fora: fruta estragada. Arremessa o geladinho na rua. Um menino grita eta, peste. O geladinho pega em seu olho e a mãe dele foi ofendida. O menino atingido era um verdadeiro cabra da peste e acabou recebendo o resto dos geladinhos... Pronto, estava tudo certo. No banco da praça manga-rosa verde com sal rolava.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
JOSEANE
Joseane disse...
Sempre q posso apareço pra ver qual a continuação do dia... Mas hoje vc disse muito ao dizer nada... Acredite q parei uns segundos olhando a folha em branco... Amassada, quem sabe desgastada, usada e quem dirá apagada... Vou refletir um pouco nela. Bom dia!
[13/01/2009]
Sempre q posso apareço pra ver qual a continuação do dia... Adorei isso [risos]... Enfim, eu curti o comentário todo. Joseane mostrou nele uma forma de escrita que admiro e cultivo muito, que é destacar as coisas simples, sendo objetivo e sem floreios. O seu comentário, Joseane, poderia representar perfeitamente aquela imagem.
Eu estava mesmo VAZIO, de tudo que você possa imaginar. Talvez o ato de formatar meu MP3 tenha contribuído para esse meu estado. Ao invés de trazer um ar de renovação - era o que eu previa, pois tinha sons que estavam ali a quase um ano - o que ocorreu foi o contrário. Mas calma, minha alma está em loading.
Quanto ao meu aparecimento por aqui ele seria imprevisível. Se bem que escrevo aqui com total imprevisão, mas dessa vez seria muito mais. Porém a senhorita me despertou de um previsível hiato - nossa, quantos sível eu escrevi. Senti uma vontade tão grande de escrever quando li seu comentário, nada muito específico no primeiro instante... Mas aí, percebi que você não tinha página aqui no Blogger, muito menos em outro lugar. Estava lá, seu nome, seu comentário e minha vontade de te conhecer acrescida nele. Resolvi então escrever esse texto em prol da sua busca.
Por favor, Joseane... Não sei se tu é leitora oriunda do Paulo Afonso Notícias [onde o blog está em parceria] ou dos blogs de minhas amigas linkados aqui... Quero saber de onde tu é, como chegou aqui e desde quando acessa o PNC. Nossa, você não tem noção o quanto me foi confortável ler suas palavras, espero vê-la mais vezes por aqui. Estou aguardando um contato seu, hein?
e-mail: marcospinheiro.jr@gmail.com
msn: marcospinheiro.jr@hotmail.com
Foto: Reprodução
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Warholize-se
Basta abrir uma foto em qualquer tamanho ou formato para fazer você um modelo da repetição de imagens em série inspirada na obra de Andy Warhol. O site Shadowfire é quem banca o serviço, chamado de Warholize. Vai lá!Fonte: http://blogdodez.atarde.com.br
MOJO Single #85
Uma viagem para Londres e uma conversa na imigração podem ter outro tom quando uma música está presente.Saiu no último dia 03, o MOJO Single Dança do Quadrado, recontado por Marisa Fernucci. Nossa... Marisa foi genial na idéia. Conseguir pensar em uma história pra música "Dança do Quadrado"? Genial, genial e genial... Sem falar que ficou mega engraçado. Só tenho que parabenizar pela criatividade.
O Single é de leitura rápida. Não é necessário estar cadastrado no site para lê-lo, basta ter vontade.
sábado, 3 de janeiro de 2009
Leo Kret do Brasil
(Propagando eleitoral)
A… vocês vão ter que me aturar
E… porque eu sou quase uma mulher
I… vocês vão ter que me engolir
O… eu sou Leo Kret ‘a melhor’
U… eu gosto da cor azul

Nesta quinta-feira (01/01/2009), Alecsandro de Souza Santos, Leo Kret do Brasil, tomou posse como vereadora. Quebrando paradigmas, o povão da capital baiana, mostrando-se também muito moderninho, botou fé em uma candidata transexual. Com 12.861 votos, Leo foi o vereadora mais votada em Salvador, ficando em quarto lugar.
(Mostrando a sua ginga no palco.)
Leo, tornou-se popular depois que virou dançarina de uma banda de pagode. Mais popular ficou depois de fazer alguns quadros, dando uma de repórter, em um desses programas do povão, programinhas carniceiros. É, desses que ficam mostrando desgraças à toda hora, fazendo sensacionalismo com os problemas dos outros e pra compensar tudo isso fazem uma caridade ali, outra acolá (?).
Leo Kret é pura simpatia e na Câmara de Vereadores em Salvador não foi diferente. Foi destaque com o seu terno risca de giz cor-de-rosa, jóias e scarpin... E tirou foto com eleitores, beijos e mais simpatia. Agora como vereadora, prometeu lutar pelas causas da população pobre e direitos dos homossexuais, além de outro projetos que preferiu deixar como surpresa.
Olha, esse ano promete, hein? É Obama, é Leo Kret... 2000 inove, minha gente. Mesmo assim é lamentável que para que as causas da população homossexual seja defendida, seja preciso um representante no poder. Lamentável...

Fotos: Reprodução

